
Por 18 votos, PPCub é aprovado na CLDF; como votaram os distritais
O Plano de "Preservação" do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub) foi votado de forma açodada no plenário da CLDF, nesta quarta-feira

O Plano de “Preservação” do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub) foi aprovado na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
O PPCub, Projeto de Lei Complementar nº 41, de autoria do Governo do Distrito Federal, tramitou em regime de urgência e foi analisado de forma açodada no plenário da CLDF, na tarde desta quarta-feira (19/6).
O PPCub passou pela Comissão de Assuntos Fundiários (CAF) pela manhã e foi aprovado por 4 votos a 1. Já em plenário, no período da tarde, 17 deputados se posicionaram a favor da matéria, e sete contra, na Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo (CDESCTMAT), na Comissão de Educação, Saúde e Cultura (Cesc).
Na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (Ceof), foram 18 votos a favor do PPCub e seis contra. A deputada Paula Belmonte (Cidadania) se posicionou contrária ao projeto de lei nas duas primeiras comissões e, na última, votou favoravelmente.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularNa votação em plenário, o projeto foi aprovado em dois turnos, pelo placar de 18 a 6.
Quem votou a favor do PPCub:
- Hermeto (MDB)
- Pepa (PP)
- Daniel Donizet (MDB)
- Eduardo Pedrosa (União Brasil)
- Doutora Jane (MDB)
- Iolando (MDB)
- Joaquim Roriz Neto (MDB)
- Jorge Vianna (PSD)
- João Cardoso (Avante)
- Martins Machado (Republicanos)
- Pastor Daniel de Castro (PP)
- Robério Negreiros (PSD)
- Rogério Morro da Cruz (PRD)
- Thiago Manzoni (PL)
- Wellington Luiz (MDB)
- Roosevelt (PL)
- Jaqueline Silva (MDB)
- Paula Belmonte (Cidadania)
Quem votou contra o PPCub:
- Gabriel Magno (PT)
- Ricardo Vale (PT)
- Dayse Amarilio (PSB)
- Max Maciel (PSol)
- Fábio Felix (PSol)
- Chico Vigilante (PT)
A proposta ainda foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por 18 votos contra seis.
O deputado Chico Vigilante disse que o PPCub “coloca em risco o tombamento e favorece empresários”. “Quem quer comer com muita pressa, come cru para matar. O projeto será liquidado na Justiça. A Câmara não deveria acatar o projeto que não vai prosperar”, afirmou.
Gabriel Magno destacou que o PPCub não fala, em nenhuma linha, de preservação ambiental. “É um plano de negócios, um plano de exploração do Conjunto Urbanístico de Brasília”, disse.
Acompanhe a sessão da CLDF ao vivo:
Intervenções
O Metrópoles mostra, em uma série de reportagens, como o PPCub trai o próprio nome e, em vez de preservar Brasília, abre espaço para intervenções drásticas no Plano Piloto que desfiguram a capital federal do Brasil tal qual foi concebida e com as características que renderam o título de Patrimônio da Humanidade, concedido em 1987.
Entre as mudanças no Plano Piloto permitidas pelo PPCub, estão: camping com tendas, trailers, barracas, comércios e restaurantes no fim da Asa Sul; aumento da altura, de três para 12 andares, de 16 prédios nos Setores Hoteleiros Norte e Sul; transforma de bolsões de estacionamento na Avenida W3 Sul em comércios e praças; e construção de mais apartamentos às margens do Lago Paranoá, perto do Palácio da Alvorada.

































