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Grande Angular

Advogado é alvo de busca por suspeita de coagir conselheiro do CNMP

Walisson dos Reis Pereira foi alvo de mandado de busca e apreensão e deverá usar tornozeleira eletrônica, por ordem judicial

19/12/2024 10:26, atualizado 23/12/2024 19:09
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Advogado é alvo de busca por suspeita de coagir conselheiro do CNMP

O advogado Walisson dos Reis Pereira da Silva (foto em destaque) foi alvo de busca e apreensão, nesta quinta-feira (19/12), por suspeita de tentar coagir o também advogado e conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) Engels Muniz.

Walisson deverá usar tornozeleira eletrônica, bem como ficou proibido de se aproximar e de manter contato com o colega de profissão.

Nesta manhã, investigadores da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), cumpriram um mandado de busca e apreensão expedido pela 7ª Vara Criminal de Brasília contra Walisson.

Veja fotos do advogado investigado:

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Ele foi alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (19/12)
Advogado é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)
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Walisson Reis ao obter carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
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Walisson Reis ao obter carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)

Arquivo pessoal
Ele foi alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (19/12)
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Ele foi alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (19/12)

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Advogado é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)
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Instagram/Reprodução
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Segundo as investigações, Walisson mandou mensagens para Engels com fotos do colega de profissão e de parentes do conselheiro do CNMP. Além disso, Walisson questionou Engels sobre o processo no qual atuou como advogado de um policial que matou um suspeito durante abordagem na Bahia.

A 7ª Vara Criminal de Brasília também autorizou a derrubada do sigilo dos dados telemáticos e de comunicações de celular, computadores e outros dispositivos eletrônicos encontrados com Walisson.

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A coluna Grande Angular também apurou que a Justiça do Distrito Federal autorizou a operação contra o advogado por entender que a abordagem de Walisson fugiu aos parâmetros regulares da atuação profissional, pois as indagações a Engels indicaram uma tentativa de atemorizar o conselheiro do CNMP.

A DRCC apreendeu computadores e celulares “que comprovam o envio de mensagens às autoridades públicas”. “O investigado responderá pelo crime de coação no curso do processo, cuja pena máxima pode chegar a 4 anos de reclusão e multa. As investigações continuam”, informou a delegacia.

A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) comunicou que acompanhou as buscas e apreensões, como determina a lei, e que encaminhou o caso ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da instituição, para apuração. A tramitação ocorre sob sigilo.

O outro lado

Advogado de Walisson, Samuel Lucas Procópio informou que ele advoga em casos de violência policial, “não pertence a organização criminosa e não atua mais no caso da Bahia”.

O advogado contou que Walisson recebeu mensagem, na rede social, de familiares do homem que foi morto pelo policial. Segundo Procópio, Walisson apenas mandou as imagens que recebeu para Engels e perguntou se ele atua no processo.

“O policial que matou ente querido daqueles familiares tinha saído da cadeia e o advogado entrou em contato com o conselheiro. Doutor Walisson jamais o ameaçou. Apenas encaminhou para o advogado e perguntou se ele atuava no processo. Em nenhum momento ameaçou e fez procedimento que, perante a lei, causasse injusto grave para caracterizar busca e apreensão do advogado e colocar tornozeleira eletrônica nele”, disse.

Polêmica

Em março de 2024, Walisson também fez comentários que debochavam do homicídio de um boxeador e segurança de boate.

O advogado, que diz nas redes atuar “sempre na luta contra injustiças”, chegou a escrever frases como “acho é pouco” e “o choro é livre, o valentão morreu”.

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Em outro momento, postou: "Com esse segurança, não tinha de resolver dentro da lei"
Quando um internauta cita o perfil da OAB, como forma de denúncia contra a ética do advogado, ele volta às ofensas: "Chora, coleguinha. A OAB não vai me impedir de fazer uma opinião pessoal sobre esse cidadão"
"O choro é livre, o valentão morreu"
Em outra mensagem, ele responde com ironia quem criticou a postura como advogado
"Era o que ele fazia diariamente, então eu acho é pouco", publicou Walisson Reis
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"Era o que ele fazia diariamente, então eu acho é pouco", publicou Walisson Reis

Reprodução/Redes sociais
Em outro momento, postou: "Com esse segurança, não tinha de resolver dentro da lei"
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Em outro momento, postou: "Com esse segurança, não tinha de resolver dentro da lei"

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Quando um internauta cita o perfil da OAB, como forma de denúncia contra a ética do advogado, ele volta às ofensas: "Chora, coleguinha. A OAB não vai me impedir de fazer uma opinião pessoal sobre esse cidadão"
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Quando um internauta cita o perfil da OAB, como forma de denúncia contra a ética do advogado, ele volta às ofensas: "Chora, coleguinha. A OAB não vai me impedir de fazer uma opinião pessoal sobre esse cidadão"

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Em outra mensagem, ele responde com ironia quem criticou a postura como advogado
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Em outra mensagem, ele responde com ironia quem criticou a postura como advogado

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