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Futebol ETC

O Atlético-MG deve, não nega. Só que não tem como pagar

A dívida atual do Galo está perto de R$ 1,4 bilhão, e aumenta diariamente, com juros bancários de R$ 500 mil por dia útil

Marcondes Brito09/05/2022 07:00, atualizado 09/05/2022 11:07
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Pedro Souza/Atlético
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O Atlético-MG, atual campeão brasileiro, faturou alto com patrocínios e premiações na temporada passada, mas vive, atualmente, uma crise financeira aparentemente insolúvel.

A dívida atual do Galo está batendo perto de R$ 1,4 bilhão, e aumenta diariamente, com juros de R$ 500 mil por dia útil, cerca de R$ 10 milhões por mês em juros.

Um dos maiores problemas do Atlético, segundo levantamento feito pelo jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, é que o clube gastou em excesso no futebol e teve de cobrir o buraco com um crescimento grande da sua dívida com bancos. 

Não é preciso ser expert em economia para saber que o endividamento bancário – aliado ao endividamento tributário – é um dos maiores problemas das empresas. Os juros, encargos, taxas, tarifas, obrigações, seguros, entre outras despesas, transformam-se, em pouco tempo, num grande vilão da sustentabilidade do caixa.

O balanço do clube de 2021 mostra que a família Menin ajudou ao dar aval e garantias, mas o dinheiro para bancar o time campeão da Copa do Brasil e do Brasileiro veio de bancos. O Galo teve um aumento considerável da sua receita: atingiu R$ 504,8 milhões. Em 2020, a receita total era de R$ 137 milhões.

Para que se tenha uma idéia da evolução desse rombo, basta pegar o exemplo do atacante Hulk, que ganha R$ 1,3 milhão por mês. Como a dívida bancária consome R$ 500 mil por dia, em menos de três dias o Galo vê evaporar o salário do seu artilheiro e melhor jogador. Não há caixa que resista por muito tempo.

“Precisamos de uma solução definitiva para os custos bancários. Tivemos um ano maravilhoso e precisamos pagar o custo”, diz o diretor financeiro do clube, Paulo Braz, sem saber exatamente como e quando essa solução poderá ser alcançada.

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