A vitória do Flamengo salva Renato Gaúcho e salva até o Brasileirão

Depois daquele papelão na semifinal da Copa do Brasil diante do Athletico-PR, o Mengo respira aliviado

atualizado 31/10/2021 5:22

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Num jogo truncado por muitas faltas, pontapés, caneladas e até cotoveladas, o Flamengo ganhou do Atlético e deu sobrevida não apenas ao técnico Renato Gaúcho, mas também ao próprio Campeonato Brasileiro. O Galo, que, a nove rodadas do final, poderia abrir 16 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, ainda é um líder com folgas. Mas o Flamengo, com dois jogos a menos, a rigor, com esse resultado está a seis pontos de diferença. 

Muitos que condenam o sistema de pontos corridos teriam argumentos para defender a volta do velho mata-mata, para evitar que o campeonato perca a graça com dois meses de antecedência.

Mas, para a alegria de sua imensa torcida em todo o País, o Flamengo ganhou. Seria um exagero repetir aqui uma frase provocativa do jornalista, escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues. Apesar de ser Fluminense roxo, certa vez ele proclamou: “Cada brasileiro, vivo ou morto já foi Flamengo por um instante, por um dia”.

Hoje, com exceção talvez dos atleticanos, a maioria da torcida brasileira torceu um pouco pelo Flamengo. Não foi um jogo tecnicamente elogiável, como falamos no início. Os goleiros Diego Alves e Everson trabalharam pouco, muito pouco. E isso já mostra o que foi o espetáculo (ou a falta de). No tatal, foram 41 faltas e somente cinco chutes certo a gol.

O Flamengo temia também por mais uma derrota para o Atlético. Recorde-se que foi depois de perder para o Galo que o clube demitiu os seus dois últimos treinadores. Aconteceu em novembro/20 (Atlético 4×0), quando mandaram Domènec Torrent pra casa; e em julho/21, quando Rogério Ceni foi gentilmente dispensado (Atlético 2×1).

Enfim, depois daquele papelão na semifinal da Copa do Brasil diante do Athletico-PR, o Flamengo respira aliviado. Tem agora uma sequência teoricamente fácil, contra o lanterna Chapecoense, e o Bahia. Precisa ganhar para pegar um embalo, porque está chegando a hora da final da Libertadores. Só depende dele.