Fabio Serapião

PF mira grupo que lucrou R$ 1,5 bilhão com corrupção e crime ambiental

Operação Rejeito é realizada em conjunto com a CGU e cumpre 22 mandados de prisão em Minas Gerais

atualizado

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Reprodução/PF
PF durante operação Rejeito na manhã de quarta-feira (17/9)
1 de 1 PF durante operação Rejeito na manhã de quarta-feira (17/9) - Foto: Reprodução/PF

A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), cumpre na manhã desta quarta-feira (17/9) 22 mandados de prisão contra um grupo suspeito de ter lucrado R$ 1,5 bilhão com crimes ambientais e corrupção.

Também são cumpridos outros 79 mandados de busca e apreensão, afastamento de servidores públicos, suspensão de atividades de empresas investigadas e o bloqueio de R$ 1,5 bilhão em ativos.

Um dos principais alvos é Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como líder do grupo. Ele é empresário, dono de diversas empresas em diferentes ramos, inclusive uma jazida de minério na Serra do Curral.

As ações, que também têm o apoio do Ministério Público Federal e da Receita Federal,  são cumpridas em Minas Gerais no âmbito da operação Rejeito, autorizadas pela Justiça Federal mineira.

A operação investiga uma organização criminosa voltada para crimes ambientais e lavagem de dinheiro. Segundo as apurações, o grupo teria corrompido servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle na área ambiental e de mineração para obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas.

Essas autorizações eram utilizadas para explorar irregularmente minério de ferro em larga escala, incluindo locais tombados e próximos a áreas de preservação. Segundo a PF, a s atividades teriam graves consequências ambientais e elevado risco de desastres sociais e humanos.

“A organização criminosa teria atuado para neutralizar a ação do Estado, dificultando as investigações e monitorando autoridades. Além disso, utilizou diversos artifícios para lavar o dinheiro obtido com as práticas ilícitas”, afirma a PF.

A estimativa é que as ações criminosas rendiam ao grupo ao menos R$ 1,5 bilhão, mas a PF destaca que foi identificado projetos em andamento vinculados à organização criminosa com potencial econômico superior a R$ 18 bilhões.

Os investigados poderão responder por crimes ambientais, usurpação de bens da união, corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e embaraçamento à investigação de organização criminosa.

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