Fabio Serapião

Deputado cotado para relatoria da CPMI do INSS é alvo de busca da PF

Parlamentar era nome indicado por Hugo Motta, mas não foi eleito relator. PF suspeita de recebimento de propina em desvios em Tocantins

atualizado

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Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O deputado Ricardo Ayres
1 de 1 O deputado Ricardo Ayres - Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO) é um dos alvos de busca e apreensão na operação da Polícia Federal (PF) que mira desvios em contratos para compra de cestas básicas e frango congelado do governo de Tocantins.

Como mostrou a coluna, o governador de Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), foi afastado do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por envolvimento nos desvios.

O deputado foi alvo após a PF encontrar documentos com anotações de nomes de parlamentares supostamente ligados a pagamentos indevidos.

“Apesar das apurações terem começado sem quaisquer indícios acerca da participação de pessoa que atualmente possuísse foro por prerrogativa de função, é fato que, após as buscas domiciliares, foram descobertas algumas provas – anotações – que apontariam que, além dos crimes praticados pelos investigados supracitados – pode ter ocorrido pagamentos de vantagens indevidas para parlamentares estaduais”, diz a PF.

Atualmente deputado federal, Ricardo Ayres foi deputado estadual em Tocantins entre 2019 e 2023.

“Realmente, os documentos juntados no evento 53 traz tabelas de controle de entrega de cestas básicas com o nome de ‘Cleyton Cardoso, Leo Barbosa, Eduardo Ciqueira (sic), Ricardo Ayres, Ivory’, o que pode ter referência a deputados em exercício de mandato”, diz a PF.

A busca em endereços de Ricardo Ayres foi realizada no âmbito da segunda fase da operação Fames-19, que mira desvios de recursos públicos voltados ao enfrentamento da pandemia de COVID-19, incluindo verbas destinadas à aquisição de cestas básicas.

Segundo a PF, os contratos foram bancados com emenda e somam cerca de R$ 97 milhões. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 73 milhões.

A investigação aponta que os recursos desviados teriam sido ocultados em empreendimentos de luxo, compra de gado e despesas pessoais.

As ações foram cumpridas em Palmas (TO), Araguaína (TO), Distrito Federal, Imperatriz (MA) e João Pessoa (PB). Para isso, foram mobilizados 200 agentes.

Defesa

Em nota, o deputado afirmou que recebe com “serenidade” a deflagração da nova fase da Operação Fames-19 e negou envolvimento com irregularidades.

“Ressalto que não tenho qualquer relação com os atos apurados e que minha citação decorre apenas da condição de parlamentar naquele período”, disse.

“Reitero meu respeito às instituições e ao trabalho investigativo em curso, colocando-me integralmente à disposição para colaborar com as autoridades sempre que necessário”, conclui em nota.

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