Fábia Oliveira

Vale Tudo: por que Heleninha conquistou o público ao expor alcoolismo

O terapeuta Sandro Barros conversou com a coluna e analisou que a personagem “emociona porque traduz o que a ciência descreve”

atualizado

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O remake de Vale Tudo está na reta final e uma das personagens que mais vem despertando empatia do público é Heleninha Roitman, vivida por Paolla Oliveira. Sua trajetória marcada pela luta contra o alcoolismo tem gerado identificação e emocionado espectadores em todo o país.

Para o terapeuta Sandro Barros, a força dessa história está no fato de o alcoolismo ir muito além de um comportamento desajustado: “Heleninha emociona porque traduz em carne e osso o que a ciência descreve em números e circuitos”, começou.

E declarou: “O alcoolismo não é apenas um comportamento, é uma doença que altera a química cerebral. O público se conecta porque percebe que a luta dela é universal: a batalha entre a parte racional, que sabe dos riscos, e o sistema de recompensa do cérebro, que clama pela próxima dose”, explicou.

Dores emocionais e conflitos familiares

A novela também retrata a relação da dependência com dores emocionais e conflitos familiares. Segundo o especialista, rejeição, críticas constantes, traumas e sentimentos de inadequação estão entre os principais gatilhos para o consumo abusivo de bebida alcoólica: “O álcool ativa a liberação de dopamina, oferecendo um alívio imediato. Mas esse alívio é químico e temporário, reforçando o ciclo de busca e consumo”, destacou.

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Paolla Oliveira como Heleninha em Vale Tudo
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A atriz Paola Oliveira também tem madeixas onduladas

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Nesse contexto, relações familiares tóxicas podem agravar ainda mais o quadro: “Famílias que oferecem crítica em vez de acolhimento aumentam o nível de estresse emocional. Isso enfraquece a biologia do autocontrole e torna a pessoa mais vulnerável ao álcool”, observou o terapeuta.

Sinais de alerta e recuperação

Muitos, assim como Heleninha, têm dificuldade em reconhecer que precisam de ajuda. Sandro Barros apontou, ainda, alguns sinais de alerta: “Beber para lidar com ansiedade ou tristeza, aumento da tolerância, lapsos de memória, perda de controle sobre a quantidade e prejuízos em trabalho e relações. Quando o álcool passa a funcionar como regulador químico do humor, a dependência já está em formação”, pontuou.

Apesar do ambiente hostil, a recuperação é possível: “O cérebro é plástico, capaz de criar novas conexões e reorganizar circuitos, mesmo depois de anos de uso. O acompanhamento terapêutico fornece ferramentas para estimular essa plasticidade: estratégias de enfrentamento, novos hábitos, compreensão das emoções e suporte médico, quando necessário”, ressaltou o especialista.

A mensagem final, segundo Sandro Barros, é de esperança: “A dependência não define quem você é. Ela é uma adaptação do cérebro a um contexto de dor, não um defeito moral. Buscar ajuda é um ato de coragem e uma escolha pela vida. Com apoio terapêutico, é possível reprogramar circuitos e descobrir que o prazer pode vir de vínculos, conquistas e presença real — não apenas de uma substância”, encerrou.

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