TV Globo proibiu cenas eróticas para aprovar remake de Pantanal
Livro do jornalista Ernesto Rodrigues revela que TV Globo impôs condição para que novela não pudesse constranger a “família brasileira”

A TV Globo impôs uma série de condições para que o remake da novela Pantanal, sucesso exibido em 2022, saísse do papel. Entre elas, estava a proibição da inserção de cenas de nudez ou eróticas para não “constranger a família”. A trama foi escrita por Benedito Ruy Barbosa para a TV Manchete e adaptada por Bruno Luperi.

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O jornalista Ernesto Rodrigues revelou no livro Metamorfose, terceiro e último volume da trilogia sobre a história da emissora carioca, que executivos da TV Globo afirmaram que o folhetim não poderia repetir o erotismo que marcou a produção original.
Na publicação, o autor dá detalhes de uma reunião realizada ainda em 2021 que contou com a presença de Amauri Soares, recém-nomeado diretor do canal, Ricardo Waddington, então diretor dos Estúdios Globo, e José Luiz Villamarim, diretor de dramaturgia da emissora.
Rodrigues afirmou no livro que Amauri Soares ressaltou que a prioridade era fortalecer a conexão da Globo com a família brasileira. “Não podemos ter nenhuma cena erótica ou romântica que constranja a família”, disse o diretor na reunião, revelou o jornalista.
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“Pantanal é o grande momento nosso de conexão com a sociedade, depois da pandemia. E o lugar da TV Globo é no centro da sala, não é no telefoninho celular no quartinho escuro”, seguiu Amauri.
Mais tarde, após o sucesso da trama protagonizada por Marcos Palmeira, o diretor da TV Globo voltou a falar do assunto. “A Pantanal da Manchete era exibida num horário mais tarde. No nosso caso, decidimos que não íamos mostrar seios, que não haveria movimentos mecânicos de coito e que não teríamos corpos desnudos nem na contraluz”, sacramentou.
“O meu papel, como exibidor, era apresentar o problema e foi o que fiz. Quem tinha de encontrar a solução era o autor. É assim em Hollywood há cem anos”, completou Amauri.
















