Tiros, perseguição e mortes: relembre a tentativa de sequestro de Xuxa
Em 1991, no auge do sucesso, a apresentadora Xuxa Meneghel e a paquita Letícia Spiller foram alvo de uma tentativa de sequestro frustrada

Rio de Janeiro, agosto de 1991. Enquanto a apresentadora Xuxa Meneghel e suas paquitas gravavam episódios do Xou da Xuxa, da TV Globo, dois homens tentavam colocar em prática um plano ousado: sequestrar não apenas a artista, como também a paquita Letícia Spiller, conhecida como Pituxa Pastel. O crime frustrado terminou com mortes e uma história digna de filme.
Assista:
Tiroteio e mortes
Os irmãos Alberto e Douglas Loricchio, que na época tinham 18 e 21 anos, montaram uma “tocaia” do lado de fora do Teatro Fênix, na Rua Lineu de Paula Machado, onde Xuxa e as paquitas gravavam seu programa. Os dois estavam em um Chevette com placa de São Paulo estacionado de forma irregular.
O veículo chamou a atenção de dois policiais militares que passavam pelo local. Ao se aproximarem do carro para falar com os ocupantes, foram recebidos a tiros. Um agente morreu na hora, com um disparo no peito, e outro ficou gravemente ferido. Os sequestradores, por sua vez, saíram em disparada pela rua.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO Chevette foi seguido por seguranças privados de um carro-forte que testemunharam a situação. A perseguição se estendeu por cerca de um quilômetro, em meio a uma intensa troca de tiros, até que os fugitivos entraram na contramão na Rua Maria Angélica e bateram de frente num Fiat Uno.
Arsenal de guerra
Douglas Loricchio, que dirigia o veículo, morreu com uma bala na cabeça. Já seu irmão, Alberto, ficou ferido no pescoço por cacos de vidro e foi levado em estado grave para o Hospital Miguel Couto. Ele confessou que “amava Letícia” e que “a levaria para São Paulo”. Ele foi preso, mas morreu cinco dias depois, após passar por uma cirurgia.
Dentro do carro dos sequestradores, a polícia encontrou um mapa da área com o local do teatro assinalado. Além disso, o veículo estava equipado com seis escopetas, oito granadas de mão e duas bombas. Os irmãos também tinham se hospedado no Hotel Praia Leme, a poucos metros do prédio onde Letícia morava.
Com a morte dos dois suspeitos, o caso acabou arquivado. Na época, Xuxa evitou falar sobre o ocorrido e disse que não daria declarações. Letícia Spiller, que tinha 18 anos na ocasião, desabafou e saiu em defesa da apresentadora.
“Não sei o que eles queriam, mas não me entra na cabeça que estivessem planejando algo ruim para a Xuxa. Ela não merece violência e sei que há lá em cima um ser superior a guiando para que nada de mal aconteça”, disse. “Vou me cuidar mais. Antes, eu saía sozinha para passear de bicicleta, ir a um shopping, à discoteca”.


















