Silvia Buarque recorda segundo câncer de mama e mastectomia dupla
A atriz, que é filha de Chico Buarque e Marieta Severo, contou que passou por seis cirurgias em três anos e meio, incluindo reconstrução

Silvia Buarque, filha de Chico Buarque e Marieta Severo, já foi diagnosticada com câncer de mama por duas vezes e precisou fazer seis cirurgias em três anos e meio, incluindo mastectomia dupla e reconstrução dos seios.
Em participação no videocast Conversa vai, Conversa vem, do jornal O Globo, ela relatou que a primeira vez aconteceu em 2014 e outro, em 2022. Na conversa, ela recordou como descobriu a doença.

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Ver todas“Não se assustem se saírem microcalcificações na mamografia porque, muitas vezes, são benignas. No meu caso, eram malignas. O médico pediu biópsia dizendo que era só para ficar mais tranquilo porque devia ser benigno”, disse, antes de completar:
“Mas… E aí, o pior é isso: o não diagnóstico, a espera, a expectativa, o medo. E, aí, eu não pensei muito. Ginecologista, mastologista e oncologista indicaram a mastectomia. Quando abriram, eram oito microcalcificações. Iam virar um tumor, não tinha outro caminho…”, recordou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAs cirurgias
Ainda durante a entrevista, a artista recordou as operações que fez: “A prevenção foi tirar, cortar o mal pela raiz. Mas foram seis operações, mastectomia total, duas reconstruções. Mas deu errado, e precisei fazer tudo de novo. E durante a peça, que fizemos por dois anos e meio, parando para eu operar, recuperar…”, comentou.
Em seguida, a atriz falou sobre o apoio que recebeu de uma amiga: “Tive uma mãe nessa peça: Guida Vianna. Ela fechava o meu sutiã, viu meu peito em todos os estágios, bonitinhos e horrorosos. Era estranho: uma mulher 16 anos mais velha carregando minha mala no aeroporto”, disse.
Desabafo sobre o pós-cirúrgico
Logo depois, ela comentou sobre a importância das operações: “Tenho plano de saúde. Antes, o plano de saúde só era obrigado a cobrir a mastectomia; agora, também tem que cobrir a reconstrução. O SUS cobre mastectomia e reconstrução mamária. Consegui manter o mamilo, o que dá um alento, nos faz reconhecer um pouco o nosso peito”, pontuou.
E desabafou sobre o pós-cirúrgico: “A gente vai vivendo de umas migalhinhas. O meu peito reconheço um pouco, mas não muito, porque não é uma prótese em cima de uma glândula mamária, mas em cima de um tórax. Claro que estou falando grosseiramente. Vai ter outro nome. Mas uma das piores coisas que vivi foi me ver ao tirar o curativo…”, lembrou.
A revelação da doença
Silvia Buarque ainda contou sobre a decisão de tornar o problema de saúde público, em solidariedade à atriz Marina Vianna, amiga que atualmente enfrenta o mesmo diagnóstico.
“Ela me disse que a ajudei muito. Me deu a dimensão de como eu podia ser um farol para alguém. Quando fui fazer a mastectomia dupla, eu não tinha ninguém para conversar”, observou.
No fim, ela enumerou: “Eu sou várias coisas: mulher, mãe, atriz, brasileira, fluminense, ariana, Portela e sou mastectomizada. Entendi que isso vai me acompanhar para sempre”, concluiu.

















