
Fábia OliveiraColunas

Atriz detalha diagnóstico de câncer raro ligado a implante mamário
Evelin Camargo contou que foi diagnosticada com um linfoma raro ligado ao implante
atualizado
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A atriz Evelin Camargo revelou nesta terça-feira (3/2) que foi diagnosticada com um câncer raro relacionado ao uso de implantes mamários.
A descoberta ocorreu após a criadora de conteúdo perceber um aumento súbito em uma das mamas, o que a levou a procurar atendimento médico. O caso chamou atenção para a importância do acompanhamento contínuo em pacientes que utilizam próteses de silicone.
Veja vídeo
Influenciadora descobre câncer raro após colocar silicone: “Do dia para a noite”
🎥 @evelincamargo#vgnoticias #EvelinCamargo#SaúdeDaMulher#ImplanteMamário pic.twitter.com/fiUhda9Zh1
— VGN – Jornalismo com Credibilidade (@VGNoticias) February 4, 2026
O relato de Evelin Camargo
Ao relatar a situação aos seguidores, Evelin explicou a gravidade do diagnóstico e a dificuldade de abordar o tema publicamente.
“Eu achei que esse vídeo seria a melhor forma de fazer isso e contar pra vocês o que tá acontecendo na nossa vida. E é muito difícil falar sobre isso, mas há pouco mais de uma semana eu fui diagnosticada com linfoma anaplásico de grandes células causado pelo implante de silicone”, afirmou.
A atriz detalhou que se trata de um linfoma raro, conhecido como BIA-ALCL, e contextualizou o histórico cirúrgico. “É um linfoma conhecido por BIA-ALCL. É extremamente raro, eu nunca tinha ouvido falar, mas isso aconteceu comigo. Então, só pra vocês entenderem como é que aconteceu: em 2019 eu fiz uma cirurgia plástica de redução de mama, eu tinha um seio bem grande. Eu fiz a redução e coloquei uma prótese pequena de silicone, só pra ficar o formato”, contou.
Sintomas começaram no final do ano passado
No fim de dezembro, Evelin percebeu uma alteração significativa no volume da mama esquerda. Inicialmente, a hipótese considerada pelos médicos foi a de rompimento da prótese, situação comum em pacientes com implantes.
“Quem já me acompanha antes, viu que eu tive um aumento de mama repentino, do dia pra noite, o meu seio esquerdo triplicou quase de tamanho. E eu fui no hospital, fiquei muito nervosa, inicialmente todo mundo achou que era uma ruptura de prótese, né, que ela tinha rachado. Depois eu fiz uma ressonância magnética e a gente descobriu que não, que ela estava inteira”, relatou.
Exames posteriores identificaram a presença de líquido ao redor do implante, conhecido como seroma tardio. Após a retirada do material por punção e a realização de análises laboratoriais específicas, incluindo imunohistoquímica, foi confirmado o diagnóstico de linfoma anaplásico de grandes células associado a implantes mamários.
Segundo Evelin, a doença estava restrita à cápsula que envolve a prótese, o que direcionou a conduta médica. “A boa notícia é que o tratamento, ele, na maioria das vezes, é a retirada da prótese. Eu fiz um exame no sábado, que eu tava esperando o resultado pra poder vir falar com vocês, pra saber qual é o grau, né, eles chamam de estadiamento. E graças a Deus o exame saiu, e ele realmente tá só na prótese, então o meu tratamento vai ser o explante”, explicou.
Deixou alerta
Ao final do relato, a atriz reforçou que sua intenção não é causar pânico, mas alertar sobre a necessidade de acompanhamento médico regular. “Mas eu resolvi gravar isso pra vocês, pra vocês entenderem o que tá acontecendo, mas também pra ficar como um alerta, não pra fazer um terror do tipo: ‘tirem as suas próteses, nunca mais coloquem prótese de silicone’. Mas pra vocês fazerem acompanhamento, fazerem ultrassom”.
Saiba mais
Apesar de se manifestar na região mamária, o BIA-ALCL não tem origem no tecido da mama. Ao g1, o médico Breno Gusmão, do Comitê Médico da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, explicou a natureza da doença.
“O linfoma anaplásico de grandes células associado ao implante mamário é um câncer do sistema linfático. Ele não se origina na mama, mas acaba se manifestando ali, porque o gatilho é a presença da prótese, que pode provocar uma inflamação crônica ao longo do tempo”, afirmou.
Considerado raro, o BIA-ALCL tem incidência estimada em cerca de um caso a cada 30 mil mulheres com implantes mamários, variando conforme fatores como tipo de prótese, tempo de uso e região analisada.





