Rita Guedes tira os óculos ao vivo no Domingão e desabafa sobre erro médico.
A atriz, que está no elenco do Dança dos Famosos, deu um show no palco do programa, no domingo (11/12), e revelou detalhes do problema

Rita Guedes se emocionou, no domingo (11/12), ao tirar os óculos pela primeira vez desde que estreou no Dança dos Famosos, do Domingão com Huck. A atriz desabafou e contou que quase perdeu a visão ao passar por um procedimento estético chamado blefaroplastia.
“Infelizmente, tive um problema que me causou sérias complicações, inflamações, fiquei internada por 10 dias com possibilidade de ficar estrábica, de perder a visão e de não abrir mais o olho. Graças a Deus consegui, com fisioterapia, não ter mais nenhum dano permanente”, contou.
E finalizou: “Na primeira vez em que pisei aqui, estava de óculos, te mostrei o olho e falei: ‘Não sei quando vai melhorar’. Você falou uma coisa que acalmou meu coração: ‘Fique com os óculos, o tempo que precisar'”, concluiu.
O que é blefaroplastia?
Proporcionar um aspecto mais descansado e leve à face tem feito a blefaroplastia, cirurgia plástica voltada para a remoção do excesso de pele e das bolsas de gordura nas pálpebras, ganhar cada vez mais espaço nos consultórios e também entre as celebridades.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesMuito além do apelo estético, o procedimento costuma ser buscado para aliviar o peso na região dos olhos e a sensação de cansaço contínuo.

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Diversos famosos já falaram abertamente sobre terem recorrido à intervenção. É o caso das atrizes Rita Guedes e Letícia Spiller, da médica e ex-BBB Laís Caldas e do cantor sertanejo Marrone, da dupla com Bruno.
Mais recentemente, no início de julho a atriz Samara Felippo, aos 47 anos, compartilhou nas redes sociais que passou pela blefaroplastia superior, destacando que a alteração no formato das pálpebras já a incomodava havia algum tempo.
O que diz a especialista
Apesar de ser comumente associada ao envelhecimento, a busca pelo procedimento não se restringe aos pacientes mais velhos. Segundo a especialista Dra. Iasmin Ledo, fatores genéticos exercem papel relevante no surgimento desse incômodo.
“A blefaroplastia não é uma cirurgia indicada exclusivamente pela idade. Existem pacientes jovens que, por características anatômicas ou até hereditárias, apresentam excesso de pele e peso nas pálpebras muito precocemente. Em alguns casos, isso deixa de ser apenas uma questão estética e passa a gerar sensação de olhar pesado, cansaço ao final do dia e até interferência no conforto visual. Por isso, a indicação precisa ser individualizada: eu não trato a idade do paciente, eu trato aquilo que está incomodando e o impacto que essa alteração tem na sua qualidade de vida”, explica a médica.
Recuperação e pós-operatório
Outro ponto que frequentemente gera dúvidas e receio entre os interessados diz respeito ao período de recuperação e à dor no pós-operatório. Sobre o assunto, a especialista desmistifica as principais preocupações de quem planeja realizar a cirurgia:
“Uma das maiores preocupações de quem pensa em fazer uma blefaroplastia é o pós-operatório, e muitas pacientes chegam ao consultório imaginando que será um processo doloroso. Na prática, quando a cirurgia é bem indicada e realizada com técnica e planejamento adequados, o mais comum é termos alguns dias de inchaço e edema, mas pouca ou nenhuma dor. Eu faço questão de preparar muito bem cada paciente para todas as etapas, porque acredito que segurança também vem da informação e do acompanhamento próximo. Quando o paciente sabe o que esperar e se sente amparado, ele atravessa esse período com muito mais tranquilidade.”
Segurança e naturalidade
Por se tratar de uma intervenção em uma área expressiva e central do rosto, a busca por resultados que não pareçam artificiais é uma das grandes prioridades de pacientes e cirurgiões. Para Iasmin Ledo, a precisão e o respeito à anatomia original são a chave para o sucesso do procedimento.
“Depois de anos dedicados à cirurgia plástica ocular, aprendi que uma boa blefaroplastia vai muito além de retirar pele. A região dos olhos é extremamente delicada e exige conhecimento profundo da anatomia, precisão cirúrgica e, principalmente, respeito às características individuais de cada rosto. Meu objetivo é que a paciente continue se reconhecendo, mas com um olhar mais leve, descansado e harmônico. Para mim, o resultado mais bonito é aquele que não denuncia uma cirurgia: ele preserva a identidade do paciente e devolve aquilo que muitas vezes ele sentia que havia perdido no espelho”, conclui.















