
Fábia OliveiraColunas

Regina Duarte faz despedida emocionante a Manoel Carlos: “Gratidão”
A atriz, que viveu três Helenas criadas pelo escritor, falou sobre as oportunidades que teve e quando a relação entre os dois começou
atualizado
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Regina Duarte se pronunciou neste domingo (11/1) sobre a morte de Manoel Carlos. O autor faleceu no domingo (10/1), aos 92 anos. A atriz, que viveu três Helenas criadas pelo escritor, falou sobre as oportunidades que teve e quando a relação entre os dois começou.
“A nossa relação começou no seriado MALU MLHER / 1979, uma criação do DANIEL FILHO junto a uma equipe de 7 autores e fui escalada para viver a protagonista de um dos episódios cujo título era ‘ATÉ SANGRAR’. Falava das dores a que nós, mulheres, estamos sujeitas em diversas situações da vida. Era sobre a constatação de que viver ‘dói, sim, mas dói mais até sangrar”, escreveu ela.
Em seguida, Regina relembrou as novelas em que viveu a personagem Helena nos anos de 1995, 1998 e 2006.
“MANOEL CARLOS me ensinou MUITO sobre mim mesma e também sobre a consistência do ‘feminino’ nas mulheres em geral. Sem o MANECO, a pessoa e a atriz Regina não seriam o que se tornariam depois de viver 3 Helenas nas novelas: História de Amor / 1995, Por Amor / 1998 e Páginas da Vida / 2006. GRATIDÃO. Descansa em paz, meu AMADO MANECO”, completou.
A morte de Manoel Carlos
Manoel Carlos morreu neste sábado (10/1), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por familiares. O autor tratava a doença de Parkinson que, ao longo do último ano, provocou agravamento de seu quadro motor e cognitivo. A causa da morte não foi informada.
Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde realizava tratamento da doença, diagnosticada em 2019. A morte do autor foi confirmada por meio da produtora de sua filha, a atriz Júlia Almeida, que divulgou uma nota lamentando a perda.
Além de Júlia, ele também é pai da roteirista de novelas Maria Carolina. O autor teve outros três filhos, que faleceram: o dramaturgo e ator Ricardo de Almeida, que faleceu em 1988, o diretor Manoel Carlos Júnior, morto em 2012, e o o estudante de teatro Pedro Almeida, que morreu aos 22 anos, em 2014.












