
Fábia OliveiraColunas

Questionada, Deolane diz que estava “trabalhando” para Marcola
Fala aconteceu enquanto a influenciadora deixava a delegacia sob escolta policial
atualizado
Compartilhar notícia

Deolane Bezerra falou rapidamente com a imprensa ao deixar o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo, nesta quinta-feira (21/5), após ser presa durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil.
A influenciadora é investigada por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Veja vídeo
Deolane Bezerra diz que estava “trabalhando” para Marcola, chefe do PCC. #GloboNewsMais
➡Assista à #GloboNews: https://t.co/bFwcwLpLU9 pic.twitter.com/VbHnxwShJ0
— GloboNews (@GloboNews) May 21, 2026
Questionada sobre Marcola
Enquanto era transferida sob escolta policial, Deolane foi abordada por jornalistas e questionada sobre as acusações. Ao ser perguntada por uma repórter da GloboNews se gostaria de falar algo em sua defesa, respondeu: “Que a Justiça vai ser feita”.
Em outro momento, a influenciadora também foi questionada se estaria “lavando dinheiro para o Marcola”.
Sem parar para conversar com a imprensa, ela rebateu: “Trabalhando”, antes de entrar no carro da polícia e deixar o local.
Segundo as autoridades de segurança, Marco Willians Herbas Camacho, chamado de Marcola, é identificado como a principal liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Entenda
Segundo as investigações, o esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) utilizava uma transportadora de cargas como empresa de fachada para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa.
A polícia aponta que valores milionários eram distribuídos por meio de contas de terceiros e empresas ligadas aos investigados.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo, análises financeiras identificaram movimentações consideradas suspeitas em contas pessoais e empresariais relacionadas a Deolane.
A influenciadora também teria sido citada em conversas entre integrantes do esquema investigado. Uma das provas anexadas ao inquérito aponta que Everton de Souza, conhecido como Player, teria indicado a conta bancária de Deolane para um operador financeiro do PCC responsável pelos pagamentos feitos através da transportadora investigada.
A mensagem, segundo os autos, foi enviada em 30 de setembro de 2020.
Transferência para o interior
Além da prisão da influenciadora e advogada, a Polícia Civil apreendeu quatro veículos ligados a ela. Os automóveis, de acordo com os investigadores, somam mais de R$ 8 milhões.
Segundo o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, Deolane vai ser transferida para a Cadeia Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado, a cerca de 600 quilômetros da capital paulista.
Em entrevista ao colunista Leo Dias, o secretário afirmou acreditar que a influenciadora dificilmente conseguirá um habeas corpus em curto prazo. “As provas são muito robustas, acho muito difícil que ela consiga algum benefício”, declarou.











