Fábia Oliveira

Polícia investiga “morte suspeita” de Edson Café, ex-Raça Negra

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) emitiu um comunicado sobre as investigações das circunstâncias do falecimento

atualizado

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Polícia investiga "morte suspeita" de Edson Café, ex-Raça Negra - Metrópoles
1 de 1 Polícia investiga "morte suspeita" de Edson Café, ex-Raça Negra - Metrópoles - Foto: Reprodução

Quase uma semana após a morte do músico Edson Bernardo de Lima, o Café, de 69 anos, ex-integrante do grupo Raça Negra, a Polícia de São Paulo está investigando as circunstâncias do óbito e registrou o caso como “suspeito”.

A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), que emitiu uma nota sobre o assunto: “O caso foi registrado como morte suspeita pelo 52º Distrito Policial (Parque São Jorge)”, afirmou, antes de completar:

“O homem, de 69 anos, foi encontrado desacordado em via pública no dia 31 de maio e levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, onde faleceu. O corpo foi encaminhado ao IML Leste e identificado após exames periciais, sendo liberado aos familiares. A Polícia Civil investiga as circunstâncias dos fatos”, encerrou.

A notícia do falecimento

O músico Edson Bernardo de Lima, o Café, de 69 anos, ex-integrante do grupo Raça Negra, morreu em um hospital de São Paulo após ser encontrado em uma rua da zona leste. As primeiras informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP) dão conta de que ele foi achado desacordado na calçada e levado ao hospital, mas não resistiu.

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Composição do Raça Negra com Edson Café no anos 1990
Ele tinha dependência química
Edson Café, ex-Raça Negra, foi encontrado desacordado na rua
Edson Café, ex-Raça Negra, deixou o grupo após sofrer um AVC
Ex-integrante do Grupo Raça Negra morreu em São Paulo
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Composição do Raça Negra com Edson Café no anos 1990
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Composição do Raça Negra com Edson Café no anos 1990

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Ele tinha dependência química
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Ele tinha dependência química

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Edson Café, ex-Raça Negra, foi encontrado desacordado na rua
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Edson Café, ex-Raça Negra, foi encontrado desacordado na rua

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Edson Café, ex-Raça Negra, deixou o grupo após sofrer um AVC
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Edson Café, ex-Raça Negra, deixou o grupo após sofrer um AVC

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Ex-integrante do Grupo Raça Negra morreu em São Paulo
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Edson Café deixou o grupo após ter um AVC
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Edson Café deixou o grupo após ter um AVC

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Edson Café ficou anos em situação de rua
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Edson Café ficou anos em situação de rua

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O boletim de ocorrência, ao qual o Metrópoles teve acesso, informou que Café estava desacordado e foi levado primeiramente à Unidade Pronto Atendimento (UPA) Carrão. De lá, acabou transferido para o Hospital Municipal do Tatuapé, onde faleceu. Familiares reconheceram o corpo no Instituto Médico Legal (IML) Leste, na capital paulista.

Dependência química

Café era dependente químico e viveu em situação de rua por mais de 10 anos no Rio de Janeiro. Ele se sustentava trabalhando como guardador de veículos.

No passado, o músico, que tocava violão no auge do Raça Negra, perdeu o movimento dos braços após um derrame. Depois desse problema de saúde, teve que se afastar dos palcos e, segundo amigos, teria passado a usar drogas.


Quem era Edson Café

  • Café sofreu um AVC e perdeu o movimento dos braços. Por isso, saiu do Raça Negra e passou a usar drogas.
  • Entre idas e vindas de clínicas de reabilitação, o artista chegou a ir para o Rio de Janeiro morar com os filhos. Após brigas, no entanto, ele voltou às ruas e ao vício em drogas.
  • “Estava propenso à recaída. Não tem como morar na rua e não fumar um baseado, não dá”, afirmou o ex-integrante do Raça Negra à imprensa em 2020, quando estava de volta às ruas.
  • De volta a São Paulo, Edson continuou morando na rua. Apesar disso, buscava trabalhar como uma estratégia para evitar o uso de substâncias.
  • “Se eu ficar aqui, fico querendo escrever ou então me drogar. Vou ficar enfiado na Cracolândia aí do lado. Eu prefiro sair, dar um rolezinho. E ganhar um dinheirinho. Tomo conta de carro na praça”, contou Edson Café.
  • Quando chegou à capital paulista, o músico foi acolhido por uma fã, que tentava resgatá-lo há alguns anos.

 

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