Pe Lu detalha crise financeira após fim da Restart: "Escolhas erradas"
Cantor contou que ficou sem dinheiro após o fim da banda, investiu em outro negócio e chegou a gerenciar a carreira de João Guilherme

Pe Lu abriu o coração ao relembrar a crise financeira que enfrentou após o fim da banda Restart. Em um desabafo nas redes sociais, o cantor contou que chegou a ficar praticamente sem dinheiro, precisou investir em um novo ramo para recomeçar e, anos depois, passou a gerenciar a carreira do sobrinho, João Guilherme.
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Segundo Pe Lu, o encerramento da Restart, em 2014, o encontrou em uma situação financeira muito diferente da que o público imaginava.
“Quando a Restart terminou, em 2014, eu estava praticamente sem dinheiro por uma série de questões. Primeiro, que a gente ganhou bem menos dinheiro do que as pessoas pensam”, começou.
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Ver todasEle seguiu: “Segundo, que eu não tinha noção nenhuma, base nenhuma de investimento, de como guardar o meu dinheiro, então eu fiz um monte de escolhas erradas, comprei apartamento com juros altíssimos, troquei de carro, enfim. Eu estava ali, terminando a banda, sem saber direito o que é que eu ia fazer da minha vida e sem grana”.
Foi então que ele decidiu apostar o que restava de suas economias em um novo negócio ao lado da irmã, Naira Ávila, que é mãe de João Guilherme.
“Peguei a última grana que eu tinha guardado e investi junto com a minha irmã numa clínica de estética, que depois virou uma franquia grande de estética, mas naquele momento era uma loja. Junto com o dinheiro, eu coloquei muito trabalho também. A gente tinha que fazer tudo, a gente cuidava do marketing, da parte comercial, da parte financeira”, contou ele.
Pe Lu completou: “Então, eu me vi saindo dessa posição de glamour, de sucesso e de fama para, de repente, ter reunião comercial, tendo que tentar comprar ponto no shopping e negociar coisas que eu nem sabia direito”.
O cantor contou também que muitas pessoas estranhavam vê-lo em reuniões de negócios, já que associavam seu nome ao sucesso da Restart.
“Durante uma boa parte desse processo, eu também me sentia mal, como se eu tivesse sido mal sucedido na minha empreitada, então eu fiz uma coisa, eu não consegui sustentar essa coisa no mesmo nível para sustentar minha vida. Isso passava pela minha cabeça e eu me sentia bem fracassado várias vezes”, disse.
Com o crescimento das clínicas, surgiu um novo desafio: administrar a carreira do sobrinho João Guilherme, filho de sua irmã com o cantor Leonardo.
“As clínicas foram crescendo e nesse processo a gente também começou a cuidar da carreira do João Guilherme. Cuidei da carreira dele por dez anos e, nos primeiros anos era isso, luta, briga, construção para que as marcas conhecessem ele, para que agências conhecessem ele, para que ele tivesse bons papéis. Várias vezes, de novo, eu me senti assim, que alguém me olhava e pensava: ‘Ué, mas você não é o cara daquela banda?’ O que aconteceu com o seu sucesso?”, contou.
Mesmo atuando em outras áreas, Pe Lu nunca abandonou a música. Em paralelo, criou o projeto solo Selva, que, segundo ele, só foi possível graças à estabilidade conquistada com os outros negócios.
“É um projeto musical extremamente bem sucedido em milhões de streams, que deu bastante dinheiro para gente durante os anos de existência dele, só que como todo projeto musical, ele demandava tempo. Eu precisei de tempo e grana para que ele rodasse. E eu consegui ter tempo e ter grana porque eu tinha outros projetos e outras coisas paralelas à minha carreira permitindo isso”, revelou.
Ao compartilhar sua história, o cantor disse que pretende incentivar outros artistas a não enxergarem um trabalho paralelo como sinal de fracasso.
“Por que é que eu estou contando essa essa fofoca? É porque se você é um artista e independente, independente do momento da vida que está, e tem uma outra profissão ou você precisa de um outro negócio para que a sua carreira seja viável, nunca sinta vergonha disso ou nunca se sinta como eu senti lá atrás, o fracassado”, falou.
Por fim, Pe Lu reforçou que construir uma carreira sólida leva tempo e que ter outras fontes de renda faz parte da realidade de muitos artistas.
“Carreiras demoram para serem construídas. Talvez você consiga chegar lá, consiga ganhar grana da sua carreira e, ainda assim, essa grana pode não ser suficiente para você sustentar sua vida, para você ter o padrão que você quer e você vai seguir tendo outros negócios, outras frentes, e está tudo bem se essa for a sua opção. Mais que isso, está tudo bem você precisar de grana, precisar trabalhar em outros lugares e colocar energia em outros lugares para construir a sua carreira”.

















