Paolla Oliveira prepara físico para Carnaval; especialista explica treino
Aos 43 anos, atriz se prepara para voltar à Sapucaí como rainha da Imperatriz; especialista explica estratégia usada

Paolla Oliveira está de volta ao Carnaval como rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense e já concilia a rotina de treinos com a preparação para retornar à Sapucaí. A volta acontece em um momento em que o corpo da artista deve ganhar ainda mais destaque na avenida, especialmente porque o carnavalesco da escola, Leandro Vieira, costuma apostar em figurinos que valorizam o corpo das musas e deixam bastante pele à mostra.
Para chegar ao Carnaval com o físico preparado, Paolla mantém uma rotina de musculação, mas sem transformar a quantidade de peso levantada no principal objetivo. A estratégia chama atenção justamente por contrariar uma ideia bastante comum nas academias: a de que, para ganhar músculos, é preciso aumentar cada vez mais a carga.

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Ver todasSegundo Fábio Aquino, especialista em Fisiologia do Exercício, a carga é apenas uma das variáveis envolvidas na hipertrofia. No caso de Paolla, o foco está principalmente na execução dos movimentos e na capacidade de fazer o músculo trabalhar de maneira eficiente.
“Nas academias, é comum associar evolução a uma conta aparentemente simples: quanto mais peso uma pessoa consegue levantar, melhor está treinando e, consequentemente, mais músculos vai ganhar. Na prática, não funciona exatamente assim”, explicou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesMais peso não significa mais músculos
De acordo com o especialista, aumentar a carga pode fazer parte da evolução de um treino, mas não deve ser encarado como o único sinal de progresso. Se o peso maior faz com que a pessoa perca amplitude, altere a postura ou use outras partes do corpo para conseguir completar o movimento, o resultado pode ser justamente o oposto do esperado.
“Colocar mais peso na barra é muito fácil. O difícil é fazer esse músculo trabalhar mais. São duas coisas completamente diferentes. Se para aumentar a carga eu diminuo a amplitude, aquele peso maior não representa um estímulo melhor”, afirmou Aquino.
Isso significa que um treino com carga moderada pode ser bastante intenso. “A musculação precisa oferecer estímulo suficiente para que o organismo tenha motivo para se adaptar. A Paolla não treina leve, ela treina intenso, mas com controle total”, explicou.
Além da carga, é possível progredir aumentando o número de repetições, melhorando a amplitude dos movimentos, aprimorando a execução e aumentando a carga quando isso fizer sentido para o exercício.
E para o Carnaval?
Para uma artista que precisa conciliar preparação física, ensaios, gravações e compromissos profissionais, a estratégia também passa por evitar exageros que possam resultar em lesões.
“Progressão de carga é importante. O problema é transformar progressão em ego. Não adianta aumentar dez quilos em um exercício se, para conseguir movimentá-los, você destrói a técnica que vinha executando corretamente. Com artistas, isso é ainda mais crítico, porque uma lesão para gravação”, alertou o profissional.
No caso de Paolla Oliveira, o trabalho tem ainda um objetivo específico: chegar à avenida com força e condicionamento para sustentar a rotina de ensaios e o desfile, sem abrir mão do físico definido que costuma chamar atenção quando a atriz ocupa o posto de rainha de bateria. E, embora força e hipertrofia estejam relacionadas, elas não são exatamente a mesma coisa.
“Uma pessoa pode aumentar bastante sua força por adaptações neuromusculares sem que o crescimento muscular aconteça na mesma proporção. Por isso, comparar apenas quanto peso duas pessoas levantam não diz quem está treinando melhor para hipertrofia”, finalizou Aquino.














