
Fábia OliveiraColunas

“Ouço que putaria não é trabalho”, desabafa MC Carol
A funkeira esteve no lançamento do movimento Com Axé e Coragem para Transformar o Brasil, criado pela vereadora e ativista Benny Briolly
atualizado
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MC Carol tem mais de 20 anos de carreira no funk e, nesse tempo, passou por muito preconceito. A cantora falou sobre esses momentos, na noite de quinta-feira (2/10), durante o lançamento do movimento Com Axé e Coragem para Transformar o Brasil, criado ativista e vereadora, Benny Briolly.
“Sou as minhas próprias causas. Sou mulher preta, gorda, venho da favela e 100% feminista… E sofro por isso. E ao ser mulher cantando funk, sofro até hoje. Ouço que o que faço não é trabalho, é diversão. Dizem que ‘putaria não é trabalho’”, afirmou ela durante o evento, que aconteceu na Lapa, região central do Rio.
Em seguida, ela afirmou: “Mas meu corre é muito sério. A gente vive na estrada e gera muitos outros trabalhos também: maquiadores, cabelereiros, fotógrafos, motoristas, músicos… é uma cadeia de profissionais”, destacou, ao refletir sobre preconceito.
Destaque
Homenageada como uma das principais vozes do funk e do feminismo, MC Carol reforçou ainda a importância de coragem e fé para resistir em um cenário de preconceitos:
“Com axé e coragem, a gente já mudou muita coisa. Tem que ter axé, tem que ter muita fé pra ser artista, pra ser mulher, pra ser preta, pra ser LGBTQIAPN+. Tem que ter coragem, porque a gente vive num mundo muito preconceituoso”, disse.
O evento reuniu artistas, influenciadores, lideranças religiosas e ativistas em uma grande celebração de união e resistência contra o racismo estrutural, a LGBTfobia e as diversas formas de opressão que ainda atingem a sociedade brasileira. Nomes como a influenciadora internacional Poseidon, finalista do RuPaul’s Drag Race, o coreógrafo Édson Damazzo, além de Iyá Samara de Iansã e Mãe Márcia Marçal, importantes lideranças religiosas, também estiveram presentes.




















