Neymar tem vitória judicial sobre construção do lago artificial
O jogador conseguiu a suspensão temporária das multas de R$ 16 milhões aplicadas pela Prefeitura de Mangaratiba, no ano passado

A luta iniciada entre Neymar e a Mangaratiba, em junho do ano passado, após aplicações de multas milionárias e interdições do lago artificial construído na mansão no jogador, terminou em vitória para o atleta, pelo menos por enquanto.
A Justiça do Rio de Janeiro determinou, na última segunda-feira (8/4), a suspensão do auto de infração emitido pelo governo municipal, que além de definir um valor milionário que Neymar teria que pagar, ainda impedia a utilização do local.

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Ver todasNa decisão, a desembargadora Adriana Ramos Mello afirmou que o laudo do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), feito a pedido do Ministério Público do Rio, não constatou intervenções que causassem danos ambientais que exigissem licenciamento ou controle do órgão.
Com isso, a magistrada relatou que sem a confirmação das infrações, a punição financeira de Neymar perde parte fundamento: “As multas foram aplicadas em cifras milionárias, de modo que a manutenção de sua exigibilidade, no atual contexto probatório, infligirá substancial, desproporcional e até mesmo ilegal prejuízo ao agravante [município de Mangaratiba], dada a manifestação do Inea”, escreveu ela.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNo documento emitido pelo instituto, os agentes afirmara que as obras feitas na casa do atleta não necessitam de licenciamento e as situações descritas no auto de infração da Prefeitura de Mangaratiba não foram constatadas durante a vistoria.
Em contato com o Gshow, a advogada de Neymar, Nathália Garbois Zacaron, revelou que o laudo foi parte do conteúdo probatório para demonstrar que a reforma não era passível de licenciamento ambiental e não provocou nenhum dano ao meio ambiente.
“A suspensão dos autos de infração, confirmada pelo Tribunal, encerra o longo debate e as consecutivas narrativas fora do contexto técnico e legal do caso. O processo continua e seguiremos com seriedade e zelo ao direito ambiental”, garantiu ela, que defende o atleta ao lado de Natacha Kede.
Entenda o caso
A conta chegou para Neymar. Após desobedecer o embargo das obras do lago artificial que estava sendo construído na sua mansão em Mangaratiba, Costa Verde do Rio, o jogador foi multado em R$ 16 milhões pela prefeitura local. A decisão é da procuradora-geral do município, Juraciara Souza Mendes da Silva. As informações são do G1.
A magistrada, que recebeu o relatório de vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, entendeu que houve instalação de atividades sem o devido instrumento de controle ambiental [art. 66 do Decreto Federal 6.514/2008], com multa de R$ 10 milhões; houve movimentação de terra sem a devida autorização [art. 254 da Lei Municipal nº 1.209/2019], multa de R$ 5 milhões; houve supressão de vegetação terra sem autorização [art. 189 da Lei Municipal nº 1.209/2019, com as alterações promovidas pela Lei Municipal nº 1.209/2019], com multa de R$ 10 mil; e houve descumprimento deliberado de embargo [por ter entrado no lago depois de interditado – art. 79 do Decreto Federal 6.514/2008], com multa no valor de R$ 1 milhão.
A Secretaria de Meio Ambiente chegou até a propriedade do camisa 10 da Seleção, após uma denúncia anônima feita no dia 22 de junho do ano passado. Um dia depois de ter a obra da sua mansão interditada e autuada, Neymar inaugurou o lago que fica na propriedade de Mangaratiba, Costa Verde do Rio. Inconformado com a restrição, Neymar Santos, pai do jogador, chegou a receber voz de prisão, após desacatar a secretária do Meio Ambiente, Shayenne Barreto.
Ignorando completamente as recomendações dos órgãos fiscalizadores e da Polícia Civil, o jogador mergulhou e fez imagens para o desafio Genesis Experience 4, reality show da empresa Genesis Ecossistemas, que assinou o projeto, como a coluna havia contado anteriormente. Ele ainda posou para fotos, deu autógrafos e interagiu com as pessoas que estavam presente no local.
A coluna já havia noticiado que a inauguração do lago aconteceria na sexta-feira (23/6), mas como a área de lazer estava fechada, a festa foi adiada. Porém, nada impossibilitou do craque da Seleção Brasileiro receber a equipe responsável pela construção, entre alguns amigos, na parte do imóvel que deveria estar fechada e sem uso.
De acordo com o G1, a Prefeitura informou que o embargo foi uma “medida cautelar para parar a degradação, e que o trâmite processual agora é a elaboração de um relatório de fiscalização, que segue para análise jurídica”.
“Um juiz que definirá a exigibilidade das licenças cabíveis e as infrações a serem aplicadas. Somente após o parecer jurídico, que o requerente/infracionado poderá entrar com o pedido de regularização ambiental”, completou em nota oficial.























