Natthália Gonçalves sobre série com Rodrigo Santoro: "Inspirador"
A atriz bateu um papo exclusivo com a coluna e contou como foi interpretar sua primeira personagem não fictícia para o streaming

Natthália Gonçalves tem apenas 19 anos, mas já está na carreira artística há quase 10 e, recentemente, encarou um novo desafio profissional: interpretar sua primeira personagem não fictícia na série Brasil 70 – A Saga do Tri, que estreou na Netflix no fim de maio.
Em um bate-papo exclusivo com a coluna Fábia Oliveira, a atriz, que conquistou seu primeiro papel de destaque em 2018, como Kiki na novela O Tempo Não Para, da TV Globo, falou sobre os trabalhos e como foi atuar com Rodrigo Santoro, que interpreta Saldanha, o pai de Verinha, a quem deu vida.
O amor pela atuação
A jovem já demonstrava espontaneidade com as câmeras desde os 2 anos. Aos 7, manifestou o desejo de se matricular em um curso de teatro. Teve seu pedido atendido e ali percebeu o quanto se sentia à vontade em um palco, deixando aflorar a sua vocação artística.
Após protagonizar uma trama na emissora dos Marinho, ela passou pela Record, onde esteve no elenco de Gênesis (2021), Paulo: O Apóstolo e A Vida de Jó, ambas exibidas em 2025.
Veja a entrevista completa
Você ganhou seu primeiro personagem protagonista ainda criança em uma novela na Globo, passou pela Record e esse ano estreou na Netflix. O streaming tem um gostinho diferente?
Com certeza! Não só na atuação, mas todo o processo de gravação, timing de cena e linguagem são diferentes, e poder ver toda essa dinâmica de perto e principalmente fazendo o que eu amo foi um grande presente.
Como foi trabalhar com Rodrigo Santoro?
Foi uma experiência breve, mas super divertida! Poder ver em cena um ator que é tão entregue em cada de seus personagens foi super inspirador. Tivemos algumas interações com dicas e conselhos durante cenas.
Para o papel você fez alguma pesquisa diferente sobre a época? Como trabalhou essa composição?
Sim! Não só por ser uma personagem que vive dentro de uma época muito específica do país, mas também por ser uma personagem real. Entender como realmente era Vera Saldanha foi um difícil pelo fato de eu achar pouquíssimas coisas sobre ela… Minha principal fonte de estudo sobre a relação dela com o pai e a família foi o livro As Feras do Saldanha: O João Sem-Medo, por suas mulheres, onde essa relação familiar era muito abordada.
Brasil 70 foi uma série sobre futebol superaguardada pela audiência da Netflix e lançada agora em um ano de Copa do Mundo. Acompanhar os jogos agora tem um gostinho diferente?
Acredito que a série veio para nos relembrar o porque torcemos para a Seleção acima de tudo, porque no fim somos brasileiros. Temos aquele jeito de vida esperançoso que não podemos perder. E a série trás esse equilíbrio perfeito entre realidade e o jeito brasileiro de ser.
É sua primeira personagem não fictícia? Dar vida a uma personagem não fictícia tem muita diferença?
Até a Vera, nunca tinha atuado em uma personagem que existiu na vida real… E, realmente, o processo de construção do personagem foi totalmente diferente, porque aqui não se tratava sobre criar, mas sim como representar. Como interpretar essa pessoa que já existe? Como ela é? O que ela gosta? Nesse processo, a leitura ao livro As Feras do Saldanha: O João Sem-Medo, por suas mulheres foi de grande ajuda e me auxiliou a entender um pouquinho do que foi Vera Saldanha.
De todas as personagens que interpretou até hoje, qual delas tem um lugar especial?
Todas elas têm um lugar especial em mim. Acredito que cada uma enriqueceu não só o meu trabalho como atriz, mas também me ajudou a crescer como pessoa. Mas, sinceramente? A primeira personagem sempre vai ter um lugar um pouco mais especial, sendo o início de tudo a Kiki foi quem me mostrou o que realmente era ser uma atriz e como eu queria seguir isso para a vida.
Detalhes da série
Brasil 70 – A Saga do Tri estreou no fim de maio e recria os momentos mais emocionantes dos jogadores protagonizaram a campanha Seleção Brasileira de futebol no mundial de 1970.
Baseada em fatos reais, a obra retrata como Pelé, Tostão, Félix, Carlos Alberto, Jairzinho, Gérson e Rivellino, além do técnico Zagallo, se prepararam e enfrentaram as emoções e desafios que culminaram no tricampeonato mundial de futebol em 1970.
O enredo tem como pano de fundo e cenário principal a Copa do Mundo de Futebol, no México, que acontecia simultaneamente ao momento de maior repressão política na Ditadura Militar Brasileira.

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