Márcia Goldschmidt: o que pode estar por trás de uma emergência no coração?
A apresentadora de 64 anos revelou que precisou de um procedimento de emergência; médicos explicam os riscos cardiovasculares nas mulheres

A internação de Márcia Goldschmidt, de 64 anos, após a descoberta de um problema cardíaco grave, chamou a atenção para os riscos das doenças cardiovasculares na população feminina.
A apresentadora contou que precisou permanecer no hospital depois que um exame identificou uma alteração preocupante no coração. Embora tenha confirmado a necessidade de um procedimento de emergência, ela ainda não revelou o diagnóstico específico, o que impede determinar qual doença motivou a internação.

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Problemas cardíacos graves podem ter diferentes origens, incluindo obstruções nas artérias coronárias, arritmias, alterações nas válvulas cardíacas e outras condições que comprometem o funcionamento do coração.
Algumas dessas doenças evoluem lentamente e só são identificadas em exames de rotina, enquanto outras provocam sintomas repentinos. A gravidade e o tratamento dependem da alteração encontrada, da condição clínica da paciente e dos riscos associados.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSintomas confusos
O cardiologista Daniel Petlik explica que manifestações cardiovasculares podem ser confundidas com consequências da rotina intensa, especialmente quando surgem em períodos de estresse.
“É importante não atribuir automaticamente todos os sintomas ao estresse. Uma dor no peito não deve ser tratada como ansiedade sem avaliação, assim como uma falta de ar que surge de repente precisa ser investigada. O cuidado está em reconhecer que problemas cardiovasculares podem coexistir com situações de tensão emocional”, orientou.
Urgência no atendimento
Entre as condições que podem exigir intervenção urgente está o infarto, geralmente provocado pela interrupção do fluxo sanguíneo em uma artéria coronária. Dependendo do caso, o tratamento pode envolver medicamentos e angioplastia, procedimento realizado por cateter para restabelecer a circulação.
Arritmias graves, por sua vez, podem exigir medicamentos, cardioversão elétrica ou dispositivos cardíacos, enquanto determinadas doenças das válvulas podem necessitar de intervenções por cateter ou cirurgia. Essas são possibilidades gerais e não indicam qual procedimento será realizado em Márcia Goldschmidt.
Sem sinais
A cardiologista Patrícia Hitomi Kuga, com atuação em arritmias cardíacas e medicina do estilo de vida, destacou que a ausência de sintomas não significa necessariamente que o coração esteja saudável.
“Muitas pessoas associam doença cardiovascular a sintomas evidentes, como dor no peito ou palpitação. Só que alguns dos principais fatores de risco não provocam nenhum desconforto durante muito tempo. A pessoa pode se sentir perfeitamente bem e apresentar pressão alta ou colesterol alterado. É por isso que prevenção precisa acontecer antes do sintoma”, revelou.
Riscos entre as mulheres
As doenças cardiovasculares são frequentes e representam uma das principais causas de morte entre mulheres. O risco tende a aumentar com a idade e merece atenção especial após a menopausa, quando a redução dos níveis de estrogênio pode contribuir para alterações metabólicas e vasculares.
Hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo e histórico familiar também influenciam o risco. Isso não significa que toda mulher desenvolverá uma doença cardíaca nessa fase, mas reforça a importância do acompanhamento individualizado.
Atenção aos sintomas
Outro ponto que merece atenção é a maneira como os sintomas aparecem. Embora a dor ou pressão no peito seja uma manifestação importante de infarto em ambos os sexos, mulheres também podem apresentar falta de ar, náuseas, suor frio, desconforto nas costas ou na mandíbula e fadiga intensa. A presença desses sinais, principalmente quando surgem de forma súbita ou associados a mal-estar importante, exige avaliação imediata.
Para reduzir os riscos, os cardiologistas recomendam acompanhar a pressão arterial, avaliar colesterol e glicemia conforme a indicação médica, praticar atividade física regularmente, evitar o cigarro e manter uma alimentação equilibrada. Também é fundamental investigar palpitações recorrentes, falta de ar aos esforços e redução inexplicada da capacidade física. Os exames necessários variam conforme a idade, os sintomas e o histórico de cada paciente.
A internação de Márcia reforça uma mensagem importante: a prevenção cardiovascular não deve começar apenas quando aparecem sintomas. Identificar fatores de risco e procurar atendimento diante de sinais suspeitos pode fazer diferença no diagnóstico e no tratamento de doenças que, em algumas situações, exigem intervenções imediatas.













