Mãe de Eliza Samudio rompe silêncio após passaporte ser encontrado
Sonia Moura falou sobre dor e cobrou esclarecimentos após repercussão

Sonia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, se pronunciou após a repercussão recente envolvendo o passaporte encontrado da filha, documento que voltou a ser citado e acabou viralizando. Em um texto divulgado nas redes sociais, ela falou sobre a dor provocada pela retomada do assunto e o impacto emocional causado pela nova exposição do caso.
No pronunciamento, Sonia afirmou que se manifesta a partir de um lugar de profunda dor e exaustão emocional. Ela relembrou que a filha está morta e destacou que essa é uma realidade que carrega diariamente, marcada por uma saudade constante e difícil de suportar. Segundo a mãe, cada nova exposição relacionada ao caso reabre feridas e amplia o sofrimento vivido pela família.
Sonia ressaltou que Eliza tinha uma história, sonhos e uma identidade que não podem ser reduzidos a episódios pontuais ou narrativas frias. Para ela, a retomada do tema provoca revolta e intensifica o vazio deixado pela ausência da filha.

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No texto, a mãe de Eliza também afirma que a história divulgada apresenta lacunas, coincidências e pontos que, em sua avaliação, não se encaixam. Ela diz não acreditar que tudo tenha ocorrido de forma aleatória e aponta a existência de fatos mal explicados e perguntas que ainda seguem sem respostas, o que contribui para aumentar a angústia de quem convive com um luto permanente.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAo final do pronunciamento, Sonia declarou que, neste momento, opta por se manter em silêncio como forma de tentar preservar a própria saúde emocional e a da família. Apesar disso, afirmou que seguirá buscando esclarecimentos junto às autoridades sobre os pontos que considera pendentes, reforçando que Eliza Samudio merece respeito, verdade e justiça.
Leia o desabafo na íntegra
“Em relação à matéria publicada ontem sobre o passaporte da minha filha, que acabou viralizando, tudo o que tenho a dizer, neste momento, vem de um lugar de profunda dor e exaustão emocional. Dói constatar que ainda existam profissionais da imprensa que escolham ignorar a sensibilidade, a ética e a responsabilidade, deixando de investigar os fatos com seriedade e de publicar uma matéria honesta e verdadeira.
Aprendi, da forma mais dura possível, que não se pode esperar humanidade, respeito ou atitudes profissionais de pessoas pequenas diante de uma dor que elas nunca precisaram sentir.
Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir todos os dias para si mesma. Ela carrega uma saudade que aperta o peito, que sufoca, que nunca descansa.
E, mesmo assim, dói ainda mais ver a imagem da minha filha sendo usada como se fosse um instrumento para gerar audiência, dinheiro e fama. Cada exposição desnecessária reabre a ferida, aumenta o vazio e transforma a saudade em revolta. Minha filha tinha uma história, sonhos, um sorriso, e não pode ser reduzida a uma manchete fria.
A história divulgada está cheia de lacunas, coincidências e pontos que não se encaixam. Não acredito que tudo tenha acontecido de forma aleatória. Há fatos mal explicados, perguntas sem respostas e uma condução que apenas amplia a angústia de quem já vive um luto permanente. Essas lacunas não são detalhes – elas pesam, machucam e gritam por esclarecimento.
Neste momento, escolho me manter em silêncio para tentar sobreviver à saudade, para tentar respirar em meio à dor e preservar o pouco de paz que ainda consigo reunir para mim e para minha família. Mas tenham certeza: vou exigir das autoridades todas as respostas que ainda não foram dadas.
Essa é uma história marcada por muitas lacunas, e elas precisarão ser esclarecidas, porque minha filha merece respeito, verdade e justiça.”
Polêmica
A revelação do passaporte esquecido por Eliza Samudio viralizou nesta segunda-feira (5/1). Um homem, ouvido pelo portal LeoDias e que preferiu não se identificar, disse ter encontrado o documento no fim de 2025, em uma estante de livros de uma casa alugada em Portugal.
“Quando encontrei o documento e vi de quem era, por se tratar de uma pessoa que foi um caso que teve grande repercussão no Brasil e no mundo inteiro, fiquei em choque; pela foto, eu já sabia de quem era, quem era a dona. (…) Lá estava, em cima de um livro, visível, esse documento”, revelou.
O documento encontrado e entregue ao consulado brasileiro apresenta apenas um registro de entrada em Portugal em 2007 e não possui anotação formal de saída do país. Ele foi expedido em 9 de maio de 2006 e expirou em 8 de maio de 2011.
Destino
O Itamaraty informou que o consulado foi instruído a enviar o passaporte de Eliza Samudio, já expirado e cancelado, para a sede do Itamaraty, em Brasília. “Após sua chegada, o documento ficará à disposição da família , caso tenha interesse em receber o documento de viagem,” informou o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
De acordo com o portal Metrópoles, caso a família não retire o documento, ele será encaminhado para destruição. Passaportes são documentos que pertencem ao Estado brasileiro e valem bastante dinheiro no mercado paralelo. Por isso, são incinerados.
Segundo fontes do Itamaraty, no entanto, Eliza conseguiu sair de Portugal sem o documento, em 2 de novembro de 2007, por meio de uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB).














