Luiza Ambiel rejeita rótulo de “mulher loba” ao falar de sexualidade
A criadora de conteúdo adulto conversou com a coluna, com exclusividade, e comentou sobre as diferenças de tratamento entre homem e mulher

Luiza Ambiel, de 54 anos, não fica satisfeita com o uso da expressão “mulher loba” para definir mulheres maduras que falam abertamente sobre desejo e sexualidade.
Em um bate-papo exclusivo com a coluna Fábia Oliveira, a criadora de conteúdo adulto comentou que não rejeita a força associada ao termo, mas considera que o rótulo muitas vezes transforma a mulher acima dos 50 em uma personagem apenas porque ela continua vivendo o próprio prazer.

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Ver todasO título de “loba”
Para a influenciadora, todas as mulheres carregam uma “loba” dentro de si, independentemente da idade. O problema, segundo ela, aparece quando a expressão passa a ser usada para tratar o desejo feminino na maturidade como algo fora do comum.
“Eu não rejeito a loba que existe em mim. Toda mulher tem uma. O que rejeito é a necessidade de explicar a minha sexualidade por causa da minha idade. Parece que, depois dos 50, a mulher precisa receber um nome especial só porque ainda sente desejo”, observou.
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Durante a conversa, a atriz também criticou a diferença na forma como homens e mulheres maduros são tratados: “O homem acima dos 50 é chamado de experiente. A mulher, quando assume que ainda sente desejo, vira loba”, pontou, antes de completar:
“É aí que o rótulo deixa de ser elogio. Quando uma mulher jovem fala sobre sexo, dizem que ela é livre. Quando uma mulher madura faz o mesmo, procuram um animal para defini-la”, declarou.
Reconhecimento pessoal
Luiza Ambiel disse também que sua entrada na criação de conteúdo adulto não despertou uma nova personalidade, mas abriu espaço para que ela reconhecesse vontades que já faziam parte de sua vida.
“Não foi o conteúdo adulto que despertou uma loba em mim. Ele apenas me deu liberdade para assumir desejos que sempre existiram. A mulher não ganha desejo aos 50. Ela apenas chega a uma fase em que tem menos medo de admitir o que quer”, contou.
Para ela, o termo pode ser usado de forma positiva, desde que não se transforme em uma definição obrigatória: “Chamam de loba quando a mulher madura deixa de pedir desculpas pelo próprio prazer. Eu posso ser loba, mulher, mãe, atriz ou criadora de conteúdo, mas não aceito que uma única palavra seja usada para resumir quem eu sou. Minha sexualidade não precisa de um rótulo”, concluiu.



















