Lore Improta: especialista explica tratamento da diástase pós-parto
Influenciadora expôs as mudanças no corpo após a gravidez; especialista explica tratamento que alia estética e funcionalidade

A maternidade de Lore Improta sempre foi acompanhada de muita transparência nas redes sociais. Após o nascimento da filha, Liz, a dançarina e influenciadora mostrou sem filtros uma queixa comum a 60% das mulheres no pós-parto: a diástase abdominal, caracterizada pelo afastamento dos músculos retos abdominais.
A condição deixa o abdômen com aspecto estufado e flácido, além de dificultar que a região volte ao lugar mesmo com dieta e treino.
Mais do que uma questão estética, a diástase é uma disfunção funcional que pode causar dor lombar, fraqueza do core e incontinência urinária. E é justamente por isso que o tratamento hoje vai muito além da academia.
Para explicar essa nova abordagem, conversamos com o médico Fábio Denardin, ginecologista especialista em saúde regenerativa e estética.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSegundo o médico, o pós-parto exige uma recuperação em camadas, envolvendo pele, gordura, músculo e fáscia.
“A diástase não é só o músculo que abriu. É a pele que ficou frouxa, a fáscia que perdeu tensão e a musculatura profunda que perdeu força. Não adianta só fazer abdominal. Hoje a gente trata o abdômen de dentro para fora, com tecnologias que regeneram o tecido e devolvem a função”, explica o médico.
É nesse contexto que algumas tecnologias podem ser associadas ao tratamento da região abdominal no pós-parto.
Ultrassom micro e macrofocado
É uma das tecnologias utilizadas para tratar a flacidez da pele. O procedimento gera pontos de coagulação que estimulam a retração da região e a produção de novo colágeno, promovendo um efeito lifting sem cortes.
“Usamos o ultrassom para fazer o que eu chamo de ‘corset interno’. Ele cola novamente a pele na musculatura e melhora drasticamente aquela pele fina e enrugada que fica após a gestação”, afirma Denardin.
Radiofrequência microagulhada
A técnica associa microagulhas à radiofrequência para tratar estrias e flacidez profunda, além de melhorar a qualidade da pele abdominal. É apontada como uma opção para quem teve um estiramento intenso durante a gestação.
“A diástase deixa a pele com estrias e com baixa qualidade de colágeno. O Morpheus é a nossa principal arma regenerativa. Ele reconstrói a arquitetura da pele por dentro, deixando o abdômen mais firme e liso”, diz o especialista.
Campo eletromagnético de alta intensidade + radiofrequência
A tecnologia promove contrações musculares de forma supramáxima, o equivalente a 20 mil abdominais em 30 minutos, ao mesmo tempo em que atua na gordura localizada.
“Essa é a tecnologia que fecha a diástase funcionalmente. Ela não só fortalece o reto abdominal, mas reativa o transverso, que é o músculo que funciona como uma cinta natural. É o único aparelho que realmente devolve força para a paciente segurar o abdômen, melhorando postura e até a perda urinária”, completa o médico Fábio Denardin.
“A Lore fez o mais importante, que foi expor uma realidade sem vergonha. O abdômen sarado no pós-parto não vem de milagre, vem de diagnóstico correto e da associação inteligente de tecnologia, atividade física e saúde regenerativa. É possível voltar a ter um abdômen bonito, forte e funcional”, finaliza.
O protocolo deve ser individualizado e prescrito por médico especialista. As tecnologias citadas possuem contraindicações no período de amamentação e devem ser avaliadas caso a caso.














