
Fábia OliveiraColunas

Juliano Cazarré abre o jogo sobre rótulo político: “Fiquei marcado”
Conhecido por não esconder suas opiniões nas redes sociais, o ator explicou por que tem adotado uma postura mais discreta nos últimos tempos
atualizado
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Juliano Cazarré voltou a falar sobre política e o impacto de seus posicionamentos públicos durante entrevista recente. Conhecido por não esconder suas opiniões nas redes sociais, o ator explicou por que tem adotado uma postura mais discreta nos últimos tempos.
“Política, eu evito falar. Se você for pegar lá no meu Instagram, vai ver que tem muito pouco nos últimos anos. Mas eu fiquei marcado por ser uma pessoa que não é de esquerda”, disse à Quem.
Ele seguiu: “É uma posição que pouquíssimos atores têm coragem de dizer, embora eu conheça vários que também não são, mas ficam na moita por medo da repercussão negativa, do cancelamento, de perder publicidade. Essa dimensão da política ocupa muito pouco espaço nas minhas redes sociais”, afirmou.
Apesar de reduzir esse tipo de conteúdo, o ator fez questão de reforçar que não gosta de ser rotulado. “Eu só queria um país mais livre, um Estado que não gastasse tanto com mordomias e coisas inúteis, um Estado justo, que prendesse bandido e não soltasse”, disparou.
Juliano Cazarré ainda falou sobre como acredita no Brasil para um futuro e criticou a maneira como a política é feita atualmente no país.
“Eu acredito em um país que é construído do povo para cima, onde cada pessoa tenha mais liberdade e poder para decidir sobre a própria vida. Um país onde os governantes trabalhem para o povo e não o contrário, como acontece no Brasil, em que toda a população sustenta uma casta de pessoas que tem uma vida muito diferente do resto do povo. A gente trabalha para sustentar o Estado, os benefícios, a estabilidade, os auxílios, as mordomias, as viagens, os congressos de uma classe de poderosos e eu acho isso muito ruim. Mas mesmo assim eu não falo de política o tempo todo”, declarou.
Ao comentar sobre críticas e julgamentos, o artista destacou que, atualmente, a maior parte das interações que recebe é positiva. “Às vezes aparece alguém que não me conhece e faz algum comentário negativo. Mas o que me importa é que eu saio na rua todos os dias e só recebo carinho. Pessoas que gostam de mim, que gostam que eu fale de Deus”, disse.
Segundo ele, as críticas costumam acontecer nas redes sociais, através de perfis falsos.
“Se tem alguma hostilidade, é sempre nas redes sociais, geralmente perfil falso. Com o tempo, a gente aprende a não ligar, a não levar para o coração. Eu tento falar menos de política porque tem pessoas que também não concordam com a minha visão política, mas me seguem e gostam do meu trabalho. Não quero ficar nessa briga de direita e esquerda o tempo todo. Acho isso estúpido. A vida é muito maior do que isso. Todo mundo tem muito mais coisa que aproxima do que afasta”, concluiu.









