Jota Quest: entenda se contrato pode ser rompido por “cancelamento”
Especialistas explicam se “crise de imagem” pode ser motivo aceitável para o rompimento de um contrato profissional

A influenciadora Viih Tube e a banda Jota Quest acabaram envolvidas em uma polêmica nesta quinta-feira (20/8), depois que a famosa afirmou que uma banda famosa cancelou a apresentação que faria em seu casamento com Eliezer. O caso chamou a atenção de especialistas e evidenciou novos desafios jurídicos gerados pelas redes sociais.

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Viih Tube afirmou que uma das justificativas apresentadas estaria relacionada à repercussão negativa de sua imagem nas redes sociais. Apesar de não citar o nome da banda, logo internautas se manifestaram e vincularam a polêmica ao grupo liderado por Rogério Flausino. A Jota Quest não comentou o caso.
O episódio, porém, causou dúvidas: até que ponto a repercussão negativa de uma pessoa nas redes sociais pode justificar o rompimento de uma relação contratual ou profissional?
Para a advogada trabalhista e professora universitária Silvia Correia, a resposta depende de certas circunstâncias. “É necessário analisar o que aconteceu, qual foi a conduta atribuída à pessoa e se existe uma relação efetiva entre aquele comportamento e suas obrigações profissionais”, explico.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Não é possível transformar o número de críticas ou comentários negativos nas redes sociais em uma espécie de autorização automática para romper uma relação profissional”, completou.
Relações profissionais
O caso ganha novas camadas nas relações de emprego. Um empregado pode ter sua vida pessoal exposta nas redes sociais e, de repente, tornar-se alvo de críticas públicas. Isso, por si só, não significa que exista fundamento para uma punição ou até mesmo para uma demissão.
“É preciso separar a vida privada do trabalhador de situações que efetivamente tenham repercussão no contrato de trabalho”, afirmou a especialista.
A situação pode ser diferente, no entanto, quando a conduta pública do profissional entra em conflito com regras de ética, integridade e compliance às quais ele se comprometeu a obedecer.
“Quando um gestor, colaborador ou empregado torna públicas, em suas redes sociais, condutas pessoais que estejam em desacordo com o código de ética e integridade da organização, essa exposição pode comprometer também a imagem corporativa”, ressaltou a advogada.
















