
Fábia OliveiraColunas

Jornalista do SBT celebra prisão de coronel após feminicídio: “Feliz”
A jornalista Fabíola Correa, do canal SBT News, desabafou após noticiar a prisão do tenente-coronel Geraldo Neto, acusado de matar a esposa
atualizado
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A jornalista Fabíola Correa, do canal SBT News, comemorou após noticiar a prisão do tenente-coronel Geraldo Neto, acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves, com um tiro na cabeça. O policial foi detido nesta quarta-feira (18/3) pela Corregedoria da PM (Polícia Militar) em São José dos Campos, interior de São Paulo.
Assista:
🚨VEJA: Fabíola Correa desabafa sobre mais um caso de feminicídio: “Muitos ainda abraçam os pensamentos e as atitudes de criminosos”.
Os discursos de ódio, como mostrados neste caso, reforçam mais os números de feminicídios. pic.twitter.com/LGYPaJ2POX
— Didigo Santini (@DidigoSantini) March 19, 2026
“Feliz”
Após a exibição de uma reportagem sobre o caso, a comunicadora desabafou ao vivo e disse que o tenente-coronel se sentia o “rei supremo”: “Eu vou até parar de chamar o Geraldo de tenente-coronel porque foi essa patente que serviu para que se sentisse o ‘rei supremo’”, começou ela em seu relato.
“Tanto que teve visita de desembargador, limpeza de apartamento feita a várias mãos femininas de subordinadas, mas na verdade o que reinou ali foi a maldade, a covardia e a falsa certeza da impunidade. Geraldo quase acreditou na própria mentira de tanto que acreditava que o mundo não ousaria questioná-lo”, seguiu.
Fabíola continuou, afirmando que ficou feliz após a prisão de Geraldo, mas que muita coisa ainda precisa mudar. “Eu fiquei tão feliz como mulher e como jornalista com essa prisão. Que pena que o tapinha nas costas me trouxe de volta à realidade. Muitos ainda abraçam os pensamentos e atitudes de criminosos como Geraldo. É isso que temos que combater”, concluiu.
O caso
As investigações da Polícia Civil e da Corregedoria da PM concluíram que Geraldo Neto, de 53 anos, deu um tiro na cabeça da esposa, de 32, após uma discussão dentro do apartamento do casal. Ele e a esposa moravam no Brás, no centro de São Paulo. O crime aconteceu no dia 18 de fevereiro.
O tenente-coronel nega o crime, mas se tornou réu na Justiça por feminicídio e fraude processual, já que alterou a cena do crime para simular um suicídio. A Justiça Militar decretou a prisão preventiva de Geraldo a pedido da Corregedoria da Polícia.









