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Fábia Oliveira

Janaína Barbosa x choque anafilático: alergista alerta para reação fatal

A ex-apresentadora faleceu aos 48 anos; especialista explica os sinais de uma reação alérgica grave e a importância do atendimento imediato

05/11/2026 13:21
Redes sociais/Reprodução
Janaína Barbosa x choque anafilático: alergista alerta para reação fatal - Metrópoles

A morte de Janaína Barbosa, ex-apresentadora do TV Fama, aos 48 anos, trouxe à tona um alerta sobre os riscos do choque anafilático. Segundo Camila Avesani, amiga da artista desde a infância, ela teria sofrido uma reação alérgica grave após tomar um medicamento de uso esporádico.

A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave, de início geralmente rápido, que pode comprometer a respiração e a circulação sanguínea. Quando ocorre queda importante da pressão arterial e comprometimento circulatório, o quadro pode evoluir para choque anafilático. Embora seja frequentemente associada a alimentos, como amendoim, leite e frutos do mar, a condição também pode ser desencadeada por medicamentos, picadas de insetos e outras substâncias.

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Risco

Em conversa com a coluna, a alergista e imunologista Brianna Nicoletti alertou que um dos maiores perigos é acreditar que toda reação alérgica começa com manifestações leves e facilmente reconhecíveis. Em determinadas situações, a evolução pode ser rápida, exigindo intervenção médica imediata.

“Um dos erros mais comuns é acreditar que toda alergia começa com pequenas manchas ou coceira. Algumas reações podem evoluir rapidamente e comprometer diferentes sistemas do organismo. Por isso, os pais precisam reconhecer sinais como dificuldade respiratória, inchaço na garganta, prostração intensa e alterações de consciência, que exigem atendimento imediato”, disse.

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Janaína Barbosa
Janaína Barbosa
Janaína Barbosa no TV Fama
Janaína Barbosa e Otávio Mesquita
A atriz e ex-apresentadora Janaína Barbosa
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Janaína Barbosa
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Janaína Barbosa
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Janaína Barbosa no TV Fama
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Otávio Mesquita e Janaina Barbosa
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Otávio Mesquita e Janaina Barbosa

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Entre os principais sintomas de anafilaxia estão falta de ar, chiado no peito, sensação de fechamento da garganta, inchaço da língua, tontura, desmaio e queda da pressão arterial. Manchas vermelhas, urticária e coceira também podem aparecer, mas não estão presentes em todos os casos. Isso significa que a ausência de alterações na pele não descarta uma reação alérgica grave.

A reação alérgica

Uma reação alérgica grave pode ocorrer mesmo em pessoas que já utilizaram determinado medicamento anteriormente sem apresentar sintomas. Isso acontece porque a sensibilização do sistema imunológico pode se desenvolver após exposições anteriores, embora nem toda reação a medicamentos tenha mecanismo alérgico.

De acordo com Brianna Nicoletti, os remédios estão entre os principais desencadeantes de anafilaxia no Brasil. Nesse grupo, destacam-se os anti-inflamatórios não esteroides e as pirazolonas, família à qual pertence a dipirona, medicamentos amplamente utilizados e que, muitas vezes, podem ser adquiridos sem receita médica. Os antibióticos também aparecem entre os principais responsáveis por reações graves.

“Estatisticamente, no Brasil, os medicamentos são a principal causa de anafilaxia. É importante lembrar que uma alergia pode surgir em qualquer momento da vida. Uma pessoa pode tomar dipirona durante anos sem apresentar nenhum problema e, de repente, desenvolver uma reação alérgica. O fato de já ter usado um medicamento anteriormente não significa que esteja livre desse risco”, afirmou.

Problemas futuros

A especialista ressaltou, ainda, que esse comportamento do organismo ajuda a entender por que algumas reações surpreendem pacientes que nunca tiveram histórico conhecido de alergia. Embora o uso anterior sem intercorrências seja uma informação relevante, ele não elimina completamente a possibilidade de uma reação futura. No caso de Janaína Barbosa, entretanto, não há informações suficientes para identificar o medicamento envolvido ou estabelecer as circunstâncias clínicas da reação.

Outro aspecto importante é que a intensidade da reação não depende necessariamente da quantidade ingerida. Em pessoas suscetíveis, uma exposição pode ser suficiente para desencadear manifestações graves. Por isso, o histórico de alergias deve ser informado aos profissionais de saúde, e reações anteriores precisam ser investigadas por um especialista.

O que fazer?

A anafilaxia é uma emergência médica. Diante de sintomas como dificuldade para respirar, inchaço da garganta, desmaio ou sinais de comprometimento circulatório após contato com uma possível substância desencadeante, a orientação é acionar imediatamente o Samu, pelo número 192.

A adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira escolha e deve ser administrada o mais rapidamente possível quando há suspeita de anafilaxia, conforme orientação médica e protocolos de emergência. Pessoas que já possuem indicação de adrenalina autoinjetável devem utilizá-la seguindo seu plano de ação. Antialérgicos e corticoides não substituem a adrenalina no tratamento inicial da reação grave.

Mesmo quando os sintomas apresentam melhora, é necessária avaliação em serviço de emergência, pois algumas reações podem voltar a se manifestar após um período de aparente recuperação.

O caso de Janaína reforça a importância de reconhecer os sinais de alerta e não subestimar sintomas que aparecem após o uso de medicamentos. A investigação especializada é fundamental para identificar possíveis desencadeantes, orientar a prevenção e reduzir os riscos de novas exposições.