Imóvel de Erasmo Carlos é arrombado e filhos relatam sumiço de bens
Busca judicial no imóvel de São Conrado não localizou troféus, guitarra, cadernos e outros objetos que pertenciam ao cantor

Um imóvel que pertenceu a Erasmo Carlos, em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, precisou ser aberto com auxílio de um chaveiro durante o cumprimento de uma ordem judicial.
A medida ocorreu em meio à disputa entre os filhos do cantor e Fernanda Esteves, viúva do artista, pela administração e pelos bens deixados por ele.

Receba no seu email as notícias da coluna Fábia Oliveira
Frequência de envio: Diário
Ver todasObjetos não foram encontrados
A diligência aconteceu em outubro de 2024 e teve duração aproximada de três horas. Oficiais de Justiça foram ao endereço para recolher objetos que integram o espólio de Erasmo. Conforme informações da coluna Gente, da Veja, publicada nesta quinta-feira (27/8), a autorização judicial previa, além do auxílio de um chaveiro, a possibilidade de entrada forçada com apoio policial caso fosse necessário.
Mesmo com a realização da busca, parte dos pertences procurados não foi localizada. Entre os objetos que continuam fora do espólio estão dois troféus conquistados por Erasmo no Grammy Latino: o de “Melhor Álbum de Rock Brasileiro”, recebido em 2014, e o “Prêmio à Excelência Musical”, de 2018.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesTambém não teria sido encontrada uma guitarra dos anos 1960 que possui assinaturas de nomes importantes da música popular brasileira. Cadernos usados pelo cantor para registrar memórias e composições estão entre os demais itens que não foram identificados na ocasião.
Outro pertence mencionado pela publicação é uma máquina de costura antiga que havia pertencido à mãe de Erasmo. O cantor mantinha uma relação de valor afetivo com o objeto, segundo a coluna.
A busca foi solicitada pelos filhos Leonardo Esteves e Gil Esteves dentro do processo relacionado à sucessão do músico. Fernanda havia assumido inicialmente a função de inventariante, responsável pela administração dos bens durante o inventário, mas posteriormente deixou o cargo. Depois disso, Leonardo passou a ocupar a posição.
A ordem judicial determinava que os objetos encontrados no imóvel fossem encaminhados a Leonardo. Entretanto, os itens que não apareceram durante a diligência permanecem sem inclusão no patrimônio inventariado, de acordo com as informações divulgadas pela Veja.
Disputa envolve também movimentações financeiras
A controvérsia entre os herdeiros e Fernanda também chegou à esfera criminal. Depois da morte de Erasmo, em 2022, Leonardo e Gil procuraram a Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro para solicitar apuração de movimentações feitas na conta bancária do pai.
Uma das operações questionadas pelos filhos envolve R$ 345 mil. Segundo a notícia-crime, R$ 300 mil teriam sido enviados para uma conta relacionada a Fernanda em 22 de novembro de 2022, justamente na data da morte do cantor, aos 81 anos. Os herdeiros afirmaram que a transferência ocorreu quando Erasmo ainda estava internado.
Os filhos também apontaram outra movimentação, desta vez de R$ 45 mil, realizada algumas semanas depois. Conforme a alegação apresentada por eles, o valor teria sido utilizado para quitar serviços jurídicos contratados pela viúva.
Leonardo e Gil pediram que a Polícia Civil instaurasse um inquérito e que Fernanda fosse ouvida para esclarecer as operações financeiras. Eles também querem saber se os valores questionados serão devolvidos ao espólio.
Na representação, os advogados dos herdeiros afirmam que os episódios poderiam, em tese, ser analisados sob a possibilidade de apropriação indébita praticada na condição de inventariante e furto qualificado por abuso de confiança.
Até o momento, a defesa de Fernanda Esteves não se manifestou sobre as acusações.
















