Imóveis de Pelé podem ir a leilão por dívida milionária com condomínio
Especialista em direito imobiliário, Siglia Azevedo explica como funciona a penhora de direitos e quais medidas podem evitar a perda do bem

A Justiça determinou a penhora dos direitos de dois apartamentos pertencentes ao espólio de Pelé, em razão de dívida condominial que vem se acumulando desde o falecimento do ex-jogador, em dezembro de 2022.
Os imóveis estão localizados na Avenida Almirante Cochrane 123, no bairro Embaré, em Santos, São Paulo. A decisão judicial busca garantir o pagamento dos débitos, e, por isso, os bens poderão ser levados a leilão caso o valor não seja quitado.

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Ver todasEm maio de 2024, já havia sido determinada a penhora dos direitos sobre a unidade 31. Em outubro do mesmo ano, a Justiça ampliou a medida também para a unidade 32.
Detalhes do processo
De acordo com o processo, os direitos sobre os imóveis, que ainda não estão totalmente quitados, servirão como garantia da dívida. A perda efetiva dos bens só ocorrerá se eles forem arrematados em leilão judicial.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO juiz nomeou Edson Cholbi Nascimento (Edinho), filho de Pelé, como representante do espólio. O advogado do ex-goleiro ainda não se manifestou.
Explicação da especialista
Segundo Siglia Azevedo, especialista em direito imobiliário, a penhora de direitos é uma medida utilizada quando o imóvel ainda não possui matrícula definitiva em nome do proprietário ou não está integralmente pago.
“A penhora de direitos é uma forma de o Judiciário assegurar que a dívida seja quitada. O bem passa a funcionar como uma espécie de garantia. Isso, porém, não significa que ele será imediatamente levado à leilão, essa é uma etapa posterior, aplicada apenas se o débito não for resolvido dentro do prazo determinado”, esclarece a advogada.
Opções para evitar o leilão
Mesmo após a penhora, ainda há alternativas para evitar a perda do bem. O devedor pode negociar um acordo, quitar a dívida ou até substituir o bem por outro de valor equivalente.
“Em casos de dívida condominial, a administração do condomínio pode buscar a Justiça para cobrar valores em atraso. Se o proprietário não regularizar a pendência, o imóvel pode ser penhorado e, em último caso, leiloado. É uma situação extrema, mas legalmente prevista”, ressaltou.
A especialista lembrou, ainda, que a regularidade das contribuições condominiais é essencial para evitar esse tipo de situação. “A inadimplência condominial tem consequências sérias. Mesmo imóveis de alto valor podem ser atingidos por esse tipo de medida. Por isso, o diálogo e o acordo sempre devem ser priorizados antes que a questão chegue ao Judiciário”, destaca.




















