
Fábia OliveiraColunas

“Fui proibida”, diz filha de Ricardo Rocha sobre escola. Veja vídeo
Mãe da filha do ex-jogador diz que acionou o Ministério Público e buscou escola particular
atualizado
Compartilhar notícia
Após a repercussão do caso envolvendo a situação escolar de Victória Valente, filha do ex-jogador Ricardo Rocha, um novo desdobramento veio à tona.
A jovem gravou um vídeo relatando ter sido impedida de continuar na escola pública onde estudava, no Ceará, sob a justificativa de que, por ser maior de idade, deveria ser encaminhada exclusivamente para o EJA.
Impedida de ir à escola
Nas imagens, registradas em outubro do ano passado, e disponibilizada à coluna por Claudia, mãe de Victória, a jovem aparece abalada ao contar que, depois de já estar frequentando as aulas, participando de provas e trabalhos há cerca de um mês, foi informada de que não poderia mais permanecer no ensino regular.
Segundo ela, a direção teria comunicado à mãe que, por ser maior de idade, só poderia estudar na modalidade voltada a jovens e adultos, embora sustente que “para autista não existe essa lei”.
A jovem afirma que a decisão impactou diretamente sua saúde emocional. No vídeo, relata que voltou a apresentar tiques e episódios de automutilação após três meses sem ocorrências, além do surgimento de feridas pelo corpo. Também descreve um episódio na Secretaria da Educação que classificou como “muito triste”, alegando que integrantes da equipe de inclusão e o coordenador pedagógico teriam se recusado a analisar a legislação apresentada por seus advogados.
Victória ainda afirma que passou a ser impedida de entrar na escola até mesmo para buscar conteúdo e que foi excluída de um passeio escolar ao circo do Tirulipa. Segundo ela, a mãe tentou autorização para que ao menos participasse da atividade, mas o pedido teria sido negado sob a justificativa de “ordens superiores”.
O desabafo da mãe de Victória
Cláudia, mãe da jovem, afirma que decidiu tornar o vídeo público após os questionamentos recebidos depois da publicação anterior da coluna, quando relatou que a filha estava fora da escola.
De acordo com ela, muitas pessoas perguntaram por que Victória não teria sido matriculada em uma unidade pública. A mãe sustenta que houve impedimento por causa da idade, embora argumente que pessoas com Transtorno do Espectro Autista não têm restrição etária para frequentar o ensino regular.
Ela informa que formalizou denúncia no Ministério Público, mas reconhece que a tramitação pode levar tempo. Enquanto aguarda desdobramentos, afirma ter buscado uma escola particular para que a filha não permaneça sem estudar.
O episódio se soma ao histórico já revelado pela coluna. Ricardo Rocha reconheceu judicialmente a paternidade de Victória em janeiro de 2024, quando ela já tinha 24 anos. Desde então, a relação entre as partes passou a envolver disputas judiciais relacionadas à pensão alimentícia, responsabilidades financeiras e convivência.
Segundo Cláudia, a Justiça teria determinado, há cerca de seis meses, o aumento da pensão de quatro para seis salários mínimos. Ela afirma, no entanto, que o reajuste ainda não teria sido aplicado.
A mãe também relatou que a filha ficou internada por aproximadamente um mês após uma nova crise relacionada a transtornos psicológicos já divulgados anteriormente, com custo de cerca de R$ 12 mil, valor que, segundo ela, não teria sido quitado até o momento.







