
Fábia OliveiraColunas

Ricardo Rocha: mãe diz que filha de ex-jogador está sem estudar
Em conversa com a coluna, mãe afirma que matrícula não foi paga e jovem segue fora da escola
atualizado
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O imbróglio envolvendo o ex-jogador Ricardo Rocha e a filha, Victória Valente, ganhou um novo capítulo. Segundo a mãe da jovem, Cláudia, a filha está fora da escola desde o início do ano letivo porque o valor da matrícula, de R$ 1.500, não teria sido pago.
Ela afirma que as aulas começaram em janeiro, mas a filha ainda não conseguiu retornar aos estudos.
Entenda o caso
Ricardo Rocha, ex-zagueiro da Seleção Brasileira, reconheceu a paternidade de Victória judicialmente em janeiro de 2024, quando ela já tinha 24 anos.
Desde então, o caso envolvendo pensão, convivência e responsabilidades financeiras passou a ser tratado na Justiça e também ganhou repercussão pública após a internação psiquiátrica da jovem, revelada pela coluna em maio do ano passado.
Internação e pensão
De acordo com Cláudia, Victória ficou internada por cerca de um mês após uma nova crise relacionada aos transtornos psicológicos já divulgados anteriormente. Segundo a mãe, o custo da clínica chegou a R$ 12 mil e, até o momento, o valor não teria sido quitado. Ela afirma que segue tentando administrar a dívida enquanto lida com as demais despesas da filha.
A questão financeira também envolve a pensão alimentícia. Cláudia relata que a Justiça teria determinado, há aproximadamente seis meses, o aumento do valor de quatro para seis salários mínimos. No entanto, segundo ela, o reajuste ainda não foi pago. A mãe afirma que o ex-jogador teria informado, por meio de seu advogado, que não gostaria de ser “importunado” e que só efetuaria o pagamento após notificação formal.
Ainda segundo o relato, ele não teria sido intimado até agora porque residiria em endereço diferente daquele que consta nos autos do processo.
Desabafo
Cláudia também diz que ela e a filha seguem bloqueadas nas redes sociais do ex-atleta. De acordo com a mãe, Victória chegou a enviar áudios ao pai utilizando o celular de um amigo, pedindo ajuda para pagar a matrícula e voltar a estudar, mas não teria obtido retorno.
“Bloquear uma filha autista, com borderline, TDAH, ansiedade e depressão é o cúmulo da crueldade. É uma ruindade que não tem nome uma situação dessas”, relatou Claudia à coluna.
O caso já havia vindo à tona após a internação psiquiátrica da jovem, no ano passado, quando a mãe afirmou que buscou apoio financeiro e não recebeu resposta imediata. Na ocasião, a defesa de Ricardo Rocha declarou que ele vem cumprindo as obrigações previstas no acordo homologado judicialmente e que decisões relacionadas à internação teriam sido tomadas sem comunicação prévia.
A coluna entrou em contato com a defesa de Ricardo Rocha para comentar as novas alegações, mas não houve resposta até o fechamento desta nota. Em caso de retorno, o texto será atualizado.













