Fábia Oliveira

Flagra de pastor usando calcinha acende debate sobre fetiches; entenda

Para o produtor de moda e eventos Heitor Werneck, o uso de lingerie por homens é uma prática mais comum do que se imagina; saiba mais

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Pastor – calcinha
1 de 1 Pastor – calcinha - Foto: Reprodução

O caso do pastor Eduardo Costa, encontrado usando calcinha e peruca loira pelas ruas de Goiânia, Goiás, ganhou repercussão nas redes sociais e levantou discussões sobre fetiches, preconceito e direito à expressão individual.

Para o produtor de moda e eventos Heitor Werneck, idealizador da festa Luxúria, o uso de lingerie por homens é uma prática mais comum do que se imagina e está diretamente ligada à exploração da própria sexualidade. Segundo ele, o fetiche de usar lingerie envolve erotização no feminino.

À coluna Fábia Oliveira, ele explicou que muitas vezes o homem admira uma mulher pela meia-liga ou pela calcinha e decide trazer esse elemento para o próprio universo, independentemente da orientação sexual.

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Pastor flagrado de calcinha e peruca diz que fazia investigação
Pastor flagrado de calcinha e peruca também é cantor gospel
Pastor flagrado de calcinha e peruca
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Pastor flagrado de calcinha e peruca

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Pastor flagrado de calcinha e peruca diz que fazia investigação
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Pastor flagrado de calcinha e peruca diz que fazia investigação

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Pastor flagrado de calcinha e peruca também é cantor gospel
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Pastor flagrado de calcinha e peruca também é cantor gospel

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De acordo com ele, no Projeto Luxúria, há diversos homens que exploram sua feminilidade e também casais monogâmicos que compartilham esse interesse. Heitor destacou que não há nada de anormal em homens usarem lingerie.

“Vários usam calcinha por baixo de ternos ou roupas esportivas. O que não é saudável é sentir culpa por algo que se pratica sem ofender ou agredir ninguém”, afirmou.

O produtor reforçou que usar roupas femininas não é crime. “O que é crime é o perjúrio e a difamação contra alguém que está apenas se expressando. A consensualidade é a base de qualquer prática, e a pessoa tem direito de viver sua sexualidade de forma livre e segura”, disse.

Para ele, quando o fetiche deixa de ser tabu e passa a ser vivenciado sem culpa, muitos homens ganham confiança para expressar essa parte de si até mesmo fora de ambientes privados.

Entenda a polêmica

Um vídeo que começou a viralizar nas redes sociais, na última segunda-feira (11/8), mostrou o bispo Eduardo Costa usando calcinha e peruca loira enquanto caminha próximo a um bar em Goiânia (GO). As imagens, divulgadas pela página Goiânia Mil Graus, rapidamente repercutiram na web e fizeram o líder religioso se pronunciar.

A denunciante afirmou que o pastor “usa o nome de Deus para ganhar dinheiro” e costuma ficar na porta de bares daquela região. Nos comentários do post, internautas disseram reconhecer Eduardo Costa e relataram situações semelhantes envolvendo o religioso.

“Na época, eu trabalhava para ele. A esposa dele, que hoje é ex, pegou ele de vestidinho vermelho perto dos motéis. Foi o maior barraco. Eu vi tudo”, contou uma pessoa.

Diante da repercussão, Eduardo gravou um vídeo com a esposa, missionária Valquíria Costa, para explicar o ocorrido. Segundo ele, o uso da vestimenta foi “para fazer uma investigação pessoal sobre uma situação pessoal”.

“De forma errada, acabei colocando uma peruca e um short para tentar localizar um endereço”, explicou. Eduardo disse ainda que foi filmado por alguém que tentou extorqui-lo depois.

O pastor explicou que a pessoa responsável pelas imagens pediu um pagamento até o meio-dia de segunda-feira (11/8) para não divulgar o vídeo. Ele optou por não ceder à chantagem e garantiu que sua esposa sabia da investigação, embora não de todos os detalhes.

O bispo afirmou que a situação caracteriza “tentativa de constrangimento ilegal e uso indevido de imagem”, mas não informou se tomou alguma medida legal contra a suposta extorsão.

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