Fabricio Carpinejar se emociona com relato de Lito Sousa: "A despedida dói"
O poeta e jornalista usou o Instagram, na quarta-feira (26/8), para opinar sobre o desabafo do influenciador de aviação a respeito da doença

O relato de Lito Sousa, gravado no dia em que soube do diagnóstico da Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma doença degenerativa rara, emocionou anônimos e famosos nas redes sociais. Uma dessas pessoas foi Fabricio Carpinejar.
O poeta e jornalista usou o Instagram para opinar sobre o desabafo do influenciador de aviação, postado no YouTube, e falou da emoção que sentiu ao ver que o paciente esta preocupado com seus familiares.

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“A parte mais difícil. Não tem como não se assustar. Não tem como não chorar junto. Não tem como não ser arrastado para um lugar estranho em que as dores não foram nomeadas. Eu tampouco sei dizer o que quebrou em mim: a esperança, a credulidade, a ingenuidade?
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesMas um alicerce vergou com as frases pesadas e lúcidas do piloto Lito Sousa, que se descobriu portador da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) e foi surpreendido com uma contagem regressiva da própria vida de uma hora para outra.
Ele, que não faz ideia de quanto tempo lhe resta, diante de sua condição neurológica agressiva e letal, falou: ‘Eu sei que a minha parte é mais fácil, a parte mais difícil será da minha esposa e do meu filho’.
Em vez de se preocupar consigo, com o seu fim, em vez de sentir pena de si, dessa loteria do mal que atinge cerca de 1 a 2 pessoas por milhão de habitantes a cada ano no mundo, ele se importa com a esposa e o filho.
É uma empatia fora de explicação, um desapego quase impossível que só o amor mais genuíno é capaz de praticar. Ele sofre por não poder ajudar ou amparar quem sofre por ele. Por não reunir forças para dar colo ou consolar. Por não conseguir curar o medo da morte em quem ele ama.
A despedida dói muito mais naqueles que ficam. Naqueles que testemunham o desenlace. Naqueles que guardam um por um dos instantes lado a lado, como profecias da saudade. Lito combinava músicas com aviação em seu canal no YouTube. Veio à mente a canção do mineiro Vander Lee:
‘Cada dia que passo sem sua presença. Sou um presidiário cumprindo sentença. Sou um velho diário perdido na areia. Esperando que você me leia. Sou pista vazia esperando aviões’.
“Eu ainda aguardo um final feliz: que o socorro pouse. Eu ainda acredito no improvável: que ele possa ser admitido em estudo experimental nos Estados Unidos. Mas que a sua confissão me cortou por dentro, cortou. As palavras também sangram”.




























