
Fábia OliveiraColunas

Em novo livro, cantora Patrícia Ribeiro fala sobre “destransição”
Primeira mulher a realizar a cirurgia de mudança de género em Portugal, a artista se disse chocada com a decisão de algumas pessoas
atualizado
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Patrícia Ribeiro, primeira mulher trans a realizar a cirurgia de mudança de género em Portugal, se prepara para lançar sua segunda biografia, onde irá abordar vários temas, incluindo “destransição” e transfobia.
Durante um bate-papo com a coluna, a cantora falou sobre a decisão de algumas pessoas sobre reverter o processo: “Ser uma mulher trans não é ser chacota. Acordar hoje e querer ser uma mulher e amanhã querer voltar a ser um menino, muitos destes casos de destransição tem a ver com ideologias religiosas, confundem os cidadãos e a opinião pública sobre o que é ser uma mulher trans”, opinou.
Luta pessoal
Durante a entrevista, ela recordou sua luta pelo reconhecimento: “Eu tive que colocar uma ação judicial social contra o estado português para conseguir mudar a minha identidade. Não existia, à época, uma lei de identidade de género. Foram 2 anos e meio sendo uma mulher sexualmente e com nome masculino”, comentou.
E completou: “Esta nova geração de mulheres trans tem facilidades, pois as mais antigas, como a minha história, são referências em Portugal”, pontuou.
Acompanhamento psicológico
Logo depois, Patrícia Ribeiro frisou a importância do acompanhamento psicológico para que não existam mais casos de pessoas querendo desfazer as transições: “É uma decisão irreversível, eu tive um acompanhamento psicológico e psiquiátrico muito rigoroso para esclarecer todas as minhas dúvidas”, recordou.
A cantora revelou, ainda, que recebeu centenas de mensagens nas suas redes sociais, após o vídeo polémico e anunciou a nova biografia.




















