
Fábia OliveiraColunas

Cantora Patrícia Ribeiro desabafa e diz ser excluída no meio musical
A cantora transgênero Patrícia Ribeiro abriu o coração em entrevista e disse ter sido abandonada: “Nos aceitam até onde convém”
atualizado
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A cantora transgênero Patricia Ribeiro abriu o coração em conversa com a coluna e disse ter sido “abandonada” por colegas do meio musical em Portugal. Em entrevista à coluna, a artista desabafou e disse que foi deixada de lado por pessoas que ela considerava suas amigas após passagem pela cadeia. “Nem uma carta se dignaram a escrever”, lamentou.
Abandonada
Patrícia Ribeiro retomou sua carreira musical no ano passado, após passar seis anos presa. “Não é fácil levantar uma carreira, eu estava no auge quando fui presa, tinha acabado de chegar do Brasil, gravado dois clipes, um deles com um cenário paradisíaco em Copacabana, tinha minha casa sempre cheia de gente, pagava jantares e saídas pra balada camarote vip para todo mundo”, lembrou a famosa.
Tudo isso, no entanto, mudou após sua prisão. Ela deixou a cadeia no final de 2022. “Quando caí na prisão, toda essa gente me abandonou. Surtei de tristeza. Todos os que se diziam meus amigos e que fizeram férias de luxo comigo me abandonaram, nem uma carta se dignaram a escrever… Foi duro, perdi minha casa, só minha avó esteve comigo, poucos foram os que me visitam durante 6 anos na cadeia”, disse.
Pensou em desistir
Além disso, Patrícia Ribeiro reforçou que está sendo difícil retomar o mesmo sucesso que ela tinha antes de ir para a prisão. “No meio artístico, tem sido muito difícil voltar ao auge, muitas portas se fecharam e eu ajudei tanta gente no meio artístico, mas as pessoas esquecem-se, só realmente a fé em Deus acalma a minha dor”, lamentou.
“Já pensei em desistir, mas a música é o meu bálsamo, e quando eu pensava em desistir de tudo, Deus me surpreendeu com algo incrível depois de sair da prisão, não esperava que o meu novo single fosse um sucesso no Big Brother em Portugal, infelizmente só nos procuram quando é escândalo ou tragédia”, comentou.
Ainda segundo Patrícia, há um interesse pontual da mídia por mulheres trans — especialmente quando o assunto é alguma polêmica. “Se é barraco, hospital, drama pessoal, aí chamam a gente. O estigma ainda é muito grande, toda esta minha questão relacionada com a justiça afetou imensamente a minha carreira artística”, concluiu.











