
Fábia OliveiraColunas

Defesa de Rayane Figliuzzi se pronuncia sobre operação em clínica
A ação foi realizada na quinta (11/12) pela Delegacia do Consumidor, com apoio da Vigilância Sanitária, no bairro da Taquara, no Rio
atualizado
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A defesa de Rayane Figliuzzi, namorada de Belo, se pronunciou sobre a operação policial na clínica de estética da empresária, no Rio de Janeiro, que acabou com uma funcionária detida. A ação foi realizada nesta quinta-feira (11/12) pela Delegacia do Consumidor, com apoio da Vigilância Sanitária, no bairro da Taquara, na zona sudoeste.
Em nota, assinada pela advogada Márcia Passalini, a profissional diz que o local “não funciona como clínica há vários meses, encontrando-se totalmente desativado, sem atendimento ao público, sem oferta de procedimentos e sem qualquer atividade operacional”. Além disso, a defesa pontua que o espaço é utilizado exclusivamente como depósito e show-room da marca de moda praia UZZI, que pertence à Rayane.
A advogada também afirma que os equipamentos encontrados estavam desligados, sem uso e sem condições de operação, e que a funcionária entrada e detida no local é uma ex-colaboradora que foi lá “apenas para retirar pertences pessoais, acompanhada de uma amiga e cliente”.
Leia a nota completa:
“Na qualidade de advogada da Sra. Rayane Figliuzzi, esclareço os fatos relativos à operação policial realizada em 11 de dezembro de 2025, no imóvel localizado na Avenida Marechal Miguel Salazar Mendes de Morais, Taquara/RJ. O local não funciona como clínica há vários meses, encontrando-se totalmente desativado, sem atendimento ao público, sem oferta de procedimentos e sem qualquer atividade operacional.
O espaço é utilizado exclusivamente como depósito e show-room da marca de moda praia UZZI, pertencente à Sra. Rayane, o que é comprovado pela organização interna e pelo uso atual do ambiente. Os equipamentos encontrados estavam desligados, sem uso e sem condições de operação, inexistindo qualquer cenário que permitisse a realização de procedimentos estéticos. Tais circunstâncias afastam, de forma inequívoca, qualquer narrativa de funcionamento irregular.
No momento da diligência, uma ex-colaboradora estava no local apenas para retirar pertences pessoais, acompanhada de uma amiga e cliente. Importante registrar que nenhuma delas realizou, solicitou ou estava autorizada a realizar quaisquer atendimentos, e que a polícia vinculou à Sra. Rayane atividades
relativas a outra clínica, pertencente à referida ex-colaboradora, situada em endereço diverso.
Os produtos apreendidos consistem em cosméticos, itens de skincare, materiais de uso individual e insumos destinados ao estoque da marca UZZI, sendo que parte deles corresponde a uso pessoal da Sra. Rayane, adquiridos legalmente e com prescrição médica, inexistindo qualquer irregularidade sanitária ou comercial. A defesa possui imagens de monitoramento interno que registram a entrada dos agentes e comprovam a ausência de clientes; inexistência de atendimentos; inexistência de atividade estética; uso exclusivo como depósito e showroom. As gravações serão apresentadas às autoridades para garantir a fiel reconstrução dos fatos.
Todas as medidas legais já estão sendo adotadas. A Sra. Rayane Figliuzzi é empresária, possui reputação ilibada e jamais atuou de forma clandestina ou ilícita. A defesa atuará de forma técnica e responsável para restabelecer a verdade, proteger suas garantias constitucionais e buscar a responsabilização de eventuais agentes que tenham atuado em desconformidade com a lei”.
Posteriormente, a defesa de Rayane Figliuzzi ainda emitiu uma nova nota reforçando as informações. Leia abaixo:
“Em complemento à nota de imprensa já encaminhada, cumpre ratificar e esclarecer que, diante de questionamento apresentado por outro veículo, permanece absolutamente correto o conteúdo anteriormente divulgado. A nota afirma, de forma inequívoca, que a clínica em questão encontrava-se fechada há meses, desde a entrada da Sra. Rayane na Fazenda, conforme inclusive declarado por ela própria em nota pessoal.
Apesar disso, a DECOM informou publicamente que teria fechado a clínica na data de ontem. Tal informação não corresponde aos fatos. A clínica não foi fechada pela DECOM; ela já se encontrava fechada há considerável período.
Registra-se, ainda, que a funcionária presente no local estava apenas retirando seus pertences pessoais, acompanhada de uma cliente que é sua amiga, a qual não estava em atendimento. Ambas, após reunirem tais pertences, seguiriam para a clínica recentemente inaugurada por essa ex-funcionária, situada em outro endereço, onde efetivamente realizariam atendimento.
Importante frisar que a autoridade policial acabou vinculando indevidamente a Sra. Rayane à clínica e à pessoa que acompanhava a cliente, o que não condiz com a realidade. A cliente e a ex-funcionária que se encontravam no imóvel não estavam ali para atendimento e não possuem relação com a gestão da clínica anteriormente utilizada pela Sra. Rayane.
Reitera-se, portanto, a veracidade integral das informações constantes da nota original, bem como o esclarecimento de que não houve qualquer fechamento de clínica em atividade, mas apenas uma atuação equivocadamente narrada pela autoridade policial”.
Entenda o caso
A fiscalização ocorreu nas salas 301 e 307 de um prédio situado na Estrada Miguel Salazar Mendes de Moraes. No local, os agentes encontraram uma esteticista trabalhando e se apresentando como responsável pela clínica. Identificada como Larissa Macedo Caldeira da Silva, ela foi presa em flagrante por crime contra as relações de consumo.
O procedimento policial teve início a partir de um boletim de ocorrência, no qual uma cliente relatou ter sofrido queimaduras após um procedimento estético no estabelecimento. Ela informou que o espaço não possuía condições adequadas para atendimento.
Durante a vistoria desta quinta-feira, o perito do Instituto de Criminalística Carlos Éboli identificou medicamentos impróprios para consumo humano, materiais fora da validade, equipamentos sem esterilização e ausência de qualquer documentação necessária para o funcionamento da clínica.
A esteticista foi conduzida à especializada para os procedimentos de praxe, e o estabelecimento permaneceu interditado. Segundo o auto, Rayane da Silva Figliuzzi responderá por crimes contra as relações de consumo, crime contra a saúde pública e possível lavagem de dinheiro.













