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Crime e falsas acusações: assessor processa Val Marchiori e filhos
A coluna descobriu que o processo foi ajuizado pelo assessor financeiro Emerson Viana dos Santos em 10 de abril; saiba mais
atualizado
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A coluna Fábia Oliveira descobriu que Val Marchiori e a VME Participações se tornaram alvo de ação judicial. Eike e Victor, filhos da famosa e membros do quadro societário da empresa, também são réus no caso. O processo foi ajuizado pelo assessor financeiro Emerson Viana dos Santos em 10 de abril.
O que aconteceu?
Nos documentos, o assessor narra ter atuado como intermediador para conseguir um empréstimo de R$ 3 milhões para a VME, empresa de Val e seus herdeiros. Ele acusa a empresária de não cumprir com a remuneração de 10% acordada pelos serviços prestados.
Segundo Emerson, após cobrar o valor devido, os réus deram início a diversos ataques em retaliação.
Os “ataques” dos réus
O assessor conta que os réus acionaram a Justiça e negaram ter contratado seus serviços. Ele diz que Val Marchiori e os demais chegaram a acusá-lo de praticar o crime de estelionato, fabricando deliberadamente uma narrativa mentirosa.
Emerson explica que Val, a VME e os filhos da empresária levaram a pior, uma vez que perderam a ação após o juiz entender que estava provado que eles contrataram o intermediador e se beneficiaram de sua atuação exitosa. Ele expõe, ainda, que o inquérito policial aberto após a acusação dos réus foi arquivado por falta de provas mínimas.
Pedidos
Na ação iniciada este mês, Emerson acusa Val Marchiori, a VME e os filhos da empresária de inventarem fatos, imputando a ele uma prática criminosa, além de exporem o caso publicamente, causando abalos à sua reputação profissional e, por consequência, em sua atividade econômica.
Ele afirma, ainda, que as posturas dos réus foram abusivas e danosas e pede que Val, os filhos dela e a VME o indenizem em mais de R$ 32 mil pelos danos morais provocados. Mais precisamente R$ 32.420,00.
Pronunciamento de Val Marchiori
Por meio de sua equipe jurídica, Val informou que “jamais manteve qualquer vínculo contratual com o referido agente, sendo certo que, no âmbito do mercado financeiro e bancário, a atuação de intermediários ocorre sob relação contratual exclusiva com a instituição financeira ou corretora, responsável pela sua remuneração”.
Ainda na nota, Marchiori ressaltou que seus filhos “jamais mantiveram qualquer contato com o referido agente, tampouco o conhecem” e considerou ser “absolutamente descabida, e até mesmo cruel, qualquer tentativa de atingi-la por meio de ataques que envolvam seus filhos”.
Leia a nota na íntegra:
“Em relação à notícia recentemente veiculada, cumpre esclarecer que as alegações ali expostas não correspondem à realidade dos fatos, sendo desprovidas de respaldo fático e jurídico, circunstância que será devidamente demonstrada nas vias próprias.
No tocante à exigência de valores por suposta intermediação de operação de crédito, cumpre esclarecer que a Sra. Val Marchiori jamais manteve qualquer vínculo contratual com o referido agente, sendo certo que, no âmbito do mercado financeiro e bancário, a atuação de intermediários ocorre sob relação contratual exclusiva com a instituição financeira ou corretora, responsável pela sua remuneração.
Nesse contexto, revela-se ilícita e indevida qualquer tentativa de cobrança direta à cliente final, sobretudo na ausência de previsão contratual expressa e transparente, em afronta às normas expedidas pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários, circunstância esta que já se encontra devidamente submetida à apuração no âmbito do processo judicial em curso. Ressalte-se, ainda, que os filhos da Sra. Val Marchiori jamais mantiveram qualquer contato com o referido agente, tampouco o conhecem, sendo absolutamente descabida, e até mesmo cruel, qualquer tentativa de atingi-la por meio de ataques que envolvam seus filhos.
Registre-se, ademais, que já há apuração em curso na esfera criminal para investigar condutas relacionadas à tentativa de obtenção de vantagem indevida pelo alegado agente financeiro, cabendo às autoridades competentes a devida responsabilização, caso confirmados os fatos.
Por fim, informa-se que a Sra. Val Marchiori adotará todas as providências judiciais e criminais cabíveis em face dos veículos de comunicação que, de forma irresponsável, vêm divulgando informações sabidamente falsas com o intuito de macular sua imagem, não se furtando, inclusive, a buscar a devida responsabilização pela prática de violência midiática, nos termos da legislação vigente.
A Sra. Val Marchiori reafirma, por derradeiro, seu compromisso inegociável com a verdade, com a transparência nas relações negociais e com a defesa de sua honra, destacando que não se calará diante de tentativas de desinformação e ataques à sua imagem. Reforça, ainda, seu compromisso com a luta das mulheres contra qualquer forma de violência – inclusive a violência midiática – posicionando-se de forma firme na defesa do respeito, da dignidade e da responsabilização de condutas abusivas”.











