Cotas: defesa diz que Matteus Amaral não pode ser responsabilizado
Acusado de fraudar cotas raciais, o ex-BBB Matteus Amaral se defendeu, afirmou ter negros na família e disse que não é investigado; leia

O caso envolvendo supostas fraudes em cotas raciais por parte do ex-BBB Matteus Amaral e sua mãe, Luciane Amaral, voltou a ser assunto nesta semana. Depois de informações sobre supostas movimentações envolvendo o Ministério Público Federal (MPF) e do Rio Grande do Sul (MPRS), a defesa do ex-namorado de Isabelle Nogueira se manifestou.

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À coluna Fabia Oliveira, a advogada Vivania Vasconcelos, representante legal do ex-BBB, se pronunciou e afirmou que os fatos já foram “elucidados”, negando que Matteus Amaral tenha ainda em aberto contra si alguma investigação. “A questão (…) encontra-se plenamente superada, sem qualquer possibilidade de reapreciação pelo Poder Judiciário ou por qualquer outro órgão que apure eventual penalidade”, garantiu, em nota.
Segundo a defesa do ex-BBB, “inexiste atualmente qualquer procedimento administrativo, judicial ou investigativo em curso relacionado ao tema”. A advogada também afirmou que “não há informação sobre novas apurações ou medidas formais direcionadas a outras pessoas vinculadas ao caso”. “Caso existam, não foram oficialmente comunicadas à pessoa supostamente envolvida”, disse.
Não pode ser responsabilizado
Ainda no texto enviado à coluna, a defesa de Matteus Amaral afirmou que o assunto já foi superado e que a matéria já transitou em julgado. “Cumpre esclarecer que, à época dos fatos relacionados à utilização de cotas raciais, o Sr. Matteus Amaral era menor de idade, circunstância que, por si só, afasta qualquer possibilidade de responsabilização penal, uma vez que, conforme a legislação brasileira, pessoas com menos de 18 anos são penalmente inimputáveis.”
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA advogada explicou também que, na ocasião, não havia “regulamentação legal específica que estabelecesse critérios objetivos para aferição da autodeclaração racial”. A defesa reforça que a inscrição foi feita por “terceira pessoa” e Matteus foi inscrito “com base na presunção de pertencimento racial, considerando a existência de pessoas negras na árvore genealógica” do ex-BBB.
“Importa destacar, ainda, que o Sr. Matteus Amaral não concluiu o curso naquela instituição e, posteriormente, participou de novo processo seletivo na modalidade de ampla concorrência, sem obter qualquer vantagem acadêmica ou material decorrente do episódio”, completou a advogada.
Relembre
O colunista Gabriel Perline, do programa A Tarde é Sua, trouxe novidades sobre o caso nesta semana. Segundo ele, a investigação não está arquivada. Matteus Amaral foi acusado de ter fraudado o sistema de cotas raciais para entrar no Instituto Federal Farroupilha, em 2014, após se autodeclarar negro.
Na semana passada, o MPF definiu que não pode tomar nenhuma atitude contra o ex-BBB, uma vez que ele ainda era menor de idade na época do ocorrido. Apesar disso, o órgão pediu que o caso passe a ser investigado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que vai dar andamento à denúncia.
















