
Fábia OliveiraColunas

Suposta fraude em cota racial envolvendo Matteus Amaral tem novidade
Ex-BBB Matteus Amaral e a mãe, Luciane, são investigados por falsidade ideológica após se declararem negros para entrar na universidade
atualizado
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O caso de suposta fraude em cotas raciais envolvendo o ex-participante do BBB24 Matteus Amaral e sua mãe, Luciane Amaral, ainda não foi esquecido. Tramitando há mais de um ano no Ministério Público Federal (MPF), a acusação de falsidade ideológica contra o ex-namorado de Isabelle Nogueira ganhou uma atualização recentemente.
Mudança
De acordo com o colunista Gabriel Perline, o caso não está arquivado. Para quem não lembra, Matteus Amaral foi acusado de ter fraudado o sistema de cotas raciais para entrar no Instituto Federal Farroupilha, em 2014, após se autodeclarar negro.
O MPF definiu que não pode tomar nenhuma atitude contra o ex-BBB, uma vez que ele ainda era menor de idade na época do ocorrido. Apesar disso, o órgão pediu que o caso passe a ser investigado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que vai dar andamento à denúncia.
A mãe de Matteus, Luciane Amaral, também se declarou negra para obter a vantagem da cota racial na mesma universidade. Segundo o colunista, o caso segue sendo analisado pelo MPF e deve ter encaminhamento à Justiça em breve.
Entenda o caso
O ativista Antonio Isuperio, que trabalha em uma instituição internacional de Direitos Humanos, denunciou o ex-BBB ao Ministério Público alegando que o ex-namorado de Isabelle Nogueira cometeu o crime de falsidade ideológica. Ele pediu a prisão do rapaz.
“Que o indivíduo responda pelo crime de falsidade ideológica para adentrar a universidade. A faculdade e o indivíduo devem ser responsabilizados. A faculdade deve ser responsabilizada pela negligência e o indivíduo pelo crime de falsidade Ideológica”, diz o documento, protocolado em junho de 2024.
Mãe
Além de Matteus, a mãe do ex-BBB, Luciane, também se declarou negra para obter vantagens da cota racial. Segundo o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha (IFFAR), a matriarca se autodeclarou preta para ingressar no curso de agroindústria, o que levou à instauração de um processo para avaliar o caso.
“O nome Luciane da Silveira Amaral consta no mesmo edital, inscrito na mesma cota que o Matteus. É importante dizer que, para afirmarmos se houve fraude, é necessário o processo”, afirmou a assessoria do IFFAR em agosto do ano passado.












