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Fábia Oliveira

Caso Virginia acende debate sobre impactos na saúde pós-Carnaval

A combinação entre exaustão física e retomada acelerada de compromissos é um fator de risco pouco percebido; especialistas analisam

03/03/2026 17:59
Instagram/Reprodução
Virginia Fonseca é surpreendida em último dia de gravação no SBT - Metrópoles

Virginia Fonseca precisou de atendimento médico em Madri, na Espanha, após passar mal durante compromissos na capital espanhola. A própria empresária relatou nas redes sociais que não vinha se sentindo bem nos últimos dias, em meio a uma agenda intensa de viagens, eventos e gravações.

O episódio ocorre justamente no período em que muitos brasileiros enfrentam os efeitos do pós-Carnaval. Depois de semanas marcadas por festas, alteração de sono, consumo de álcool e alimentação irregular, o retorno imediato à rotina profissional costuma cobrar um preço do organismo.

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A combinação entre exaustão física e retomada acelerada de compromissos é um fator de risco pouco percebido. No caso de figuras públicas, o desgaste pode ser ainda maior, já que a exposição constante e as viagens internacionais ampliam o impacto da falta de descanso.

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Virginia Fonseca.
Virginia Fonseca faz pose com look branco
Virginia Fonseca posa sorridente para as redes sociais
Virginia Fonseca mostrou sessão de fisioterapia.
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Virginia Fonseca mostrou sessão de fisioterapia.

Reprodução/Redes sociais.
Virginia Fonseca.
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Virginia Fonseca.

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Virginia Fonseca faz pose com look branco
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Virginia Fonseca faz pose com look branco

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Virginia Fonseca posa sorridente para as redes sociais
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Virginia Fonseca posa sorridente para as redes sociais

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Coração sente primeiro

O sistema cardiovascular é um dos mais afetados pela sobrecarga. Privação de sono, desidratação e estresse elevam a frequência cardíaca e podem provocar sintomas que não devem ser ignorados.

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“A prevenção hoje é fundamental. Sintomas como palpitação, falta de ar e cansaço excessivo após o Carnaval não devem ser ignorados”, alertou o cardiologista Rodrigo Souza.

Segundo ele, é comum que pacientes associem o mal-estar apenas ao cansaço acumulado, quando na verdade o corpo já demonstra sinais claros de sobrecarga. Em pessoas com fatores de risco, como histórico familiar ou hipertensão, o cuidado precisa ser redobrado.

Imunidade em queda

Além do impacto no coração, a imunidade tende a sofrer após períodos de excesso. A soma de noites mal dormidas, álcool e desidratação compromete as defesas naturais e explica por que tantas pessoas relatam quadros virais logo após o Carnaval.

“Imunidade não é apenas não adoecer. Quando ela está baixa, a pessoa se sente mais cansada, indisposta e vulnerável ao estresse. O Carnaval desorganiza o organismo como um todo, e a recuperação exige hidratação, descanso e rotina”, explicou o farmacêutico-bioquímico Douglas Andrés Valverde, especialista em análises clínicas e toxicologia clínica.

Confusão entre resfriado, rinite e sinusite

No pós-folia, sintomas respiratórios também costumam aparecer. Nariz entupido, coriza e dor facial geram dúvidas e, muitas vezes, levam ao uso inadequado de medicamentos. A otorrinolaringologista Renata Mori explica que o resfriado comum é viral e autolimitado.

“Ele costuma melhorar espontaneamente em cinco a sete dias, apenas com hidratação e repouso”, afirmou.

Já a rinossinusite pode surgir quando o quadro viral não evolui bem. “Após cerca de dez dias sem melhora, ou quando há piora súbita dos sintomas, passamos a suspeitar de uma rinossinusite bacteriana”, esclareceu.

Ela faz um alerta importante: “Secreção amarela não é sinônimo de infecção bacteriana e muito menos indicação automática de antibiótico”.

No caso da rinite alérgica, os sintomas são persistentes e não vêm acompanhados de febre. “Não há febre na rinite alérgica, e os sintomas podem se repetir ao longo do ano, dependendo da exposição aos fatores desencadeantes”, acrescentou.

Vírus em circulação aumentam risco

Março também coincide com a volta às aulas e maior circulação de pessoas em ambientes fechados, o que amplia a transmissão de vírus respiratórios.

“Quando as aulas retornam, há um aumento expressivo da circulação de vírus respiratórios. As crianças funcionam como importantes vetores de transmissão”, explicou a alergista e imunologista Dra. Brianna Nicoletti.

Ela destaca que o organismo já fragilizado fica mais suscetível. “O excesso de festas, consumo de álcool, alterações no sono e alimentação desregulada impactam diretamente o sistema imunológico. O organismo fica mais vulnerável justamente no momento em que há maior exposição a vírus”, disse.