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Fábia Oliveira

Caso Nardoni: ativista registra boletim de ocorrência após ameaças de morte

O ativista Agripino Magalhães Jr. afirmou que vem recebendo ameaças de morte após denúncias contra Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá

01/09/2026 16:41, atualizado 01/09/2026 16:52

O ativista Agripino Magalhães Jr., presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo, registrou nesta terça-feira (1º/9) um boletim de ocorrência após ser alvo de ameaças de morte. Nos últimos meses, ele protocolou junto ao Ministério Público denúncias relacionadas ao caso Isabella Nardoni.

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Ligações e mensagens

De acordo com o ativista, que também é deputado estadual suplente por São Paulo, a ameaça mais recente ocorreu na tarde da última sexta-feira (28/8), após uma ligação feita por um número desconhecido.

“Estou te ligando para te avisar o seguinte: se você não parar de falar do caso da menina Isabella Nardoni e continuar fazendo denúncias no Ministério Público, não vai demorar (para) encontrarem o seu cadáver. Está avisado”, disse Agripino ao revelar o teor da ligação.

Além do telefonema, Agripino relatou ter recebido ameaças anteriores com teor semelhante por meio de mensagens de visualização única, que foram enviadas por perfis anônimos em suas redes sociais.

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O ativista registrou Boletim de Ocorrência no 23º Distrito Policial (Perdizes), na zona oeste da capital paulista. Ele também deve acionar a Divisão de Crimes Cibernéticos do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) para apurar a autoria das mensagens e da chamada.

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Agripino Magalhães Júnior é presidente da Associação do Orgulho dos LGBTQIAPN+ de São Paulo
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.
Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni
Anna Carolina Jatobá e Isabella Nardoni.
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Anna Carolina Jatobá e Isabella Nardoni.

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Pedido no STJ

Na última quinta-feira (27/8), o STJ (Superior Tribunal de Justiça) começou a julgar um pedido feito pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ para que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados pelo assassinato de Isabella Nardoni, voltem à prisão.

Isabella Nardoni tinha 5 anos quando foi assassinada na noite de 29 de março de 2008, no bairro da Vila Guilherme, zona norte da capital paulista. Ela foi arremessada da janela do sexto andar do Edifício Londres, apartamento onde moravam seu pai, Alexandre Nardoni, e sua madrasta, Anna Carolina Jatobá, além dos dois filhos deste casal.

Em março de 2010, o casal foi julgado e condenado por homicídio triplamente qualificado e por fraude processual. Apesar dessas condenações, devido ao bom comportamento no cárcere, previsto pela Lei de Execução Penal, o casal teve suas penas alteradas para o regime aberto.