Caso Nanda Costa: quando insatisfação com o corpo afeta a autoestima
A atriz Nanda Costa revelou que passou anos sem usar biquíni; especialistas falam como a preocupação estética pode ultrapassar os limites

A atriz Nanda Costa surpreendeu os fãs ao revelar que havia deixado de usar biquíni e frequentar a praia por causa de sua insatisfação com o próprio corpo. A famosa contou que a insegurança começou ainda na infância e chegou a interferir até em trabalhos profissionais. Especialistas analisaram o caso e apontaram como a insatisfação pode afetar a autoestima.

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A famosa desabafou sobre o assunto: “Estou realmente em um relacionamento sério com ser feliz. Postei fotos de biquíni ontem. Fiquei muito tempo me escondendo, desde criança”, disse a famosa. “Eu tinha mil questões. Deixava de ir à praia, e isso me acompanhou por muito tempo. Toda vez que eu tinha que gravar cena usando biquíni, eu sofria”, contou Nanda.
O relato chamou atenção para uma questão: quando a insatisfação com o corpo começa a limitar experiências, relacionamentos e escolhas pessoais?
Para a psicóloga Mariane Pires Marchetti, a comparação com versões anteriores de si mesma pode intensificar esse processo. “A nostalgia pode fortalecer identidade e pertencimento, mas se transforma em problema quando a pessoa passa a viver presa à ideia de que o melhor já passou”, explicou.
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Outro ponto é a expectativa de que uma mudança estética seja capaz de transformar também outras áreas da vida. Segundo o cirurgião plástico Yuri Moresco, procedimentos podem contribuir para a satisfação pessoal, mas precisam respeitar a identidade de cada paciente.
“Os procedimentos continuam sendo muito procurados, mas hoje existe uma cobrança maior por naturalidade. Quando a intervenção altera demais a anatomia do rosto, o público estranha, porque a identidade daquela pessoa parece se perder. A harmonização bem feita respeita proporções, estrutura óssea e expressões. O excesso é o que chama atenção negativamente”, afirmou.
A decisão por uma mudança estética também merece atenção quando acontece em períodos de fragilidade emocional. Términos, perdas e crises pessoais podem alterar a percepção que a pessoa tem de si mesma e aumentar a vontade de modificar a aparência.
A psiquiatra Jessica Martani alerta para os efeitos das comparações idealizadas. “A trend não é perigosa por si só, mas pode se tornar delicada quando a pessoa passa a acreditar que o passado era melhor que o presente. Esse tipo de pensamento pode gerar frustração, tristeza e uma sensação de perda”, explicou.
















