Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Fábia Oliveira

Caso Danilo Vieira: advogadas explicam processos após separação

Especialistas explicam quando questões podem ser discutidas em ações separadas e quais situações conflitos podem chegar à Justiça ou polícia

17/08/2026 18:08
TV Globo/Reprodução
Danilo Vieira se declara ao filho após polêmica com a ex-mulher - Metrópoles

Os processos judiciais envolvendo uma separação podem tratar de diferentes questões relacionadas aos filhos e à própria dissolução da relação. Pensão alimentícia, guarda, regulamentação da convivência, divórcio, dissolução de união estável e partilha de bens podem ser discutidos em uma única ação ou em processos distintos, dependendo das circunstâncias.

Após reportagem sobre os processos movidos pela ex-companheira de Danilo Vieira, as advogadas especialistas em direito de família Ana Paula Gimenez e Amanda Mantoan de Oliveira Prado, explicam quando questões podem ser discutidas em ações separadas, como a pensão é definida e em quais situações conflitos de convivência podem chegar à Justiça ou à polícia.

Segundo elas, quando há filhos menores, mesmo em casos de acordo entre os pais, é necessária a participação do Ministério Público antes da homologação judicial. Já quando não existe consenso, algumas questões podem exigir procedimentos próprios.

Receba no seu email as notícias da coluna Fábia Oliveira

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

“A existência de vários processos não significa, necessariamente, que exista uma situação excepcionalmente grave. Muitas vezes significa apenas que existem diferentes questões familiares que precisam ser definidas”, explicou Ana Paula.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Amanda ressalta que o fim do relacionamento não encerra as responsabilidades dos pais em relação aos filhos. “A separação pode gerar discussões diferentes porque o fim do relacionamento não encerra as responsabilidades dos pais em relação aos filhos”, afirmou. Segundo ela, a Justiça busca evitar a multiplicação desnecessária de ações, mas cada situação pode exigir uma análise específica.

Caso Danilo Vieira: advogadas explicam processos após separação - destaque galeria
6 imagens
Danilo Vieira posa abraçãdo ao filho, Ben, de 3 anos
Danilo Vieira posa sério para o Instagram durante evento
Danilo Vieira posa de óculos escuros durante passeio
Danilo Vieira é repórter da TV Globo
Danilo Vieira posa durante passeio
Danilo Vieira posa com o filho, Ben, no colo
1 de 6

Danilo Vieira posa com o filho, Ben, no colo

Instagram/Reprodução
Danilo Vieira posa abraçãdo ao filho, Ben, de 3 anos
2 de 6

Danilo Vieira posa abraçãdo ao filho, Ben, de 3 anos

Instagram/Reprodução
Danilo Vieira posa sério para o Instagram durante evento
3 de 6

Danilo Vieira posa sério para o Instagram durante evento

Instagram/Reprodução
Danilo Vieira posa de óculos escuros durante passeio
4 de 6

Danilo Vieira posa de óculos escuros durante passeio

Instagram/Reprodução
Danilo Vieira é repórter da TV Globo
5 de 6

Danilo Vieira é repórter da TV Globo

TV Globo/Reprodução
Danilo Vieira posa durante passeio
6 de 6

Danilo Vieira posa durante passeio

Instagram/Reprodução

A pensão alimentícia também não segue um percentual fixo para todas as famílias. Segundo as advogadas, o valor é estabelecido considerando as necessidades dos filhos e a capacidade financeira de cada genitor, de forma proporcional. Entre as despesas que podem ser consideradas estão alimentação, moradia, escola, material escolar, transporte, plano de saúde, medicamentos e atividades.

“O dever de sustento pertence a ambos os pais. Isso não significa que necessariamente contribuirão com valores idênticos, porque a participação deve ser proporcional às possibilidades financeiras de cada um”, explicou Ana Paula.

Amanda acrescenta que a análise considera a realidade de cada família. “A pensão não é calculada automaticamente por um percentual fixo aplicável a todos os casos. O juiz analisa principalmente as necessidades dos filhos, a capacidade financeira de cada pai e a proporção com que cada um pode contribuir”, explicou.

O valor também pode ser revisto quando há mudança relevante nas necessidades dos filhos ou na situação financeira dos pais.

Outro ponto que costuma gerar conflitos após a separação é a tomada de decisões sobre a vida dos filhos. A guarda compartilhada não significa, necessariamente, que a criança ficará metade do tempo na casa de cada genitor. O modelo mantém ambos responsáveis por decisões importantes relacionadas à educação, saúde e desenvolvimento.

“Compartilhar a guarda não significa simplesmente dividir o número de dias com a criança, mas compartilhar responsabilidades e participar das decisões importantes da vida dela”, afirmou Ana Paula.

Quando não há consenso sobre escola, tratamentos de saúde ou mudança de residência, a Justiça pode estabelecer medidas provisórias, definir responsabilidades ou determinar avaliações psicológicas e estudos por equipes interdisciplinares.

Para Amanda, o nível do conflito também é relevante para a definição das medidas. “A ausência de diálogo, por si só, não resolve automaticamente a questão em favor de um dos pais. O juiz precisa avaliar se o conflito é administrável ou se chegou a um nível que prejudica concretamente a criança”, explicou.

Os conflitos relacionados à convivência podem ser levados ao Judiciário quando há descumprimento de uma decisão, impedimento injustificado de contato ou outras condutas que prejudiquem a relação da criança com um dos pais. Dependendo da situação, podem ser aplicadas medidas como advertência, multa, acompanhamento psicológico, ampliação da convivência ou até alteração da guarda.

“A polícia não deve funcionar como instrumento para solucionar conflitos cotidianos de coparentalidade”, ressalta Ana Paula. Amanda explica que o acionamento policial deve ficar reservado para situações mais graves. “A polícia deve ser acionada principalmente quando houver risco imediato, ameaça, agressão, violência doméstica, desaparecimento, retenção ilegal da criança ou possível prática de crime”, afirmou.

As especialistas destacam ainda que medidas como a busca e apreensão de uma criança são excepcionais e devem considerar os possíveis impactos emocionais sobre ela. Em qualquer conflito familiar, a avaliação deve priorizar a segurança, a estabilidade e o melhor interesse da criança ou do adolescente, evitando que disputas entre os adultos sejam transferidas para os filhos.