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Carlinhos Maia e Lucas se defendem em processo milionário de motorista
A peça, juntada na última segunda-feira (27/4) ao caso, pede o fim da ação, com o indeferimento de todos os pedidos formulados; saiba mais
atualizado
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A coluna Fábia Oliveira descobriu que, meses após serem acionados na Justiça por um motorista, Carlinhos Maia e Lucas Guimarães apresentaram sua defesa ao juiz. A peça, juntada na última segunda-feira (27/4), pede o fim do caso, com o indeferimento de todos os pedidos formulados.
Daniel Cancio Santos entrou na Justiça contra Carlinhos Maia e Lucas Guimarães em novembro de 2025. O motorista afirma que trabalhava para um cantor famoso que morava no mesmo condomínio de luxo dos influenciadores e que, em determinado momento, permitiu que o então casal entrasse em seu carro para gravar um vídeo. Após a repercussão do conteúdo nas redes sociais, ele teria sido demitido por justa causa.
Segundo Daniel, a situação ganhou ainda mais visibilidade após Carlinhos compartilhar o caso em seu Instagram e prometer publicamente ajudá-lo com um emprego, o que não teria sido cumprido. Na ação, o motorista acusa os influenciadores de extrapolarem os limites do entretenimento, alegando que foi exposto de forma vexatória, com danos à sua honra e imagem. Somando diferentes níveis de danos morais, lucros cessantes e uma reparação, o autor pede uma indenização de R$ 1 milhão.
A defesa de Carlinhos Maia e Lucas Guimarães
Na Contestação, o ex-casal afirma que a demissão de Daniel decorre exclusivamente da decisão de um terceiro, isto é, de seu ex-empregador. Eles argumentam não ter qualquer influência no ocorrido. Os réus negam a afirmação do autor quanto à existência percepção de lucro com os vídeos feitos. Eles sustentam que não há qualquer prova de que o conteúdo tivesse finalidade publicitária ou monetização direta.
Os famosos alegam que a imagem de Daniel surgiu em um contexto espontâneo, e não estratégico. Eles observam, ainda, que o motorista teria consentido com a gravação, ainda que de forma implícita.
No que tange à promessa de emprego para o autor, a dupla diz ter se tratado de uma manifestação genérica. A fala, segundo eles, se deu em um cenário de informalidade, como um comentário vago ou simples gesto social. Carlinhos Maia e Lucas Guimarães sustentam que a fala não pode ser admitida como uma promessa de emprego para fins legais. O argumento busca refutar a tese do autor, que alega que os dois teriam assumido uma obrigação legítima de empregá-lo e a violado.
Em outro momento, o ex-casal afirma que Daniel buscou, com má-fé, ampliar o montante indenizatório ao dividir os danos morais em diversas categorias. Eles dizem que, na prática, o autor pede várias indenizações por um mesmo fato, uma prática ilícita. Lucas e Carlinhos defendem, ainda, que o valor pedido pelo motorista é exorbitante, infundado e desproporcional. Eles dizem que, em caso de condenação, o montante deve se limitar a R$ 5 mil.
Não suficiente, os réus apontam que o motorista teria pedido a exclusão das postagens, sem indicar a URL do conteúdo. Eles expuseram que a falta de individualização torna o pedido genérico e impossível de ser cumprido.
Os artistas apontaram, também, que Daniel não apresentou provas quanto aos fatos centrais de sua trama. Isso porque o autor não teria indicado o nome de seu ex-empregador, nem comprovado que estava admitido e acabou sendo desligado.
Ao longo de dezenas de laudas, os influenciadores se aproximou para, com a defesa, refutar todas as alegações de Daniel Cancio. Agora, espera-se a abertura de prazo para que o motorista decida se deseja, ou não, apresentar uma réplica.









