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Cadê o post? Lexa vira centro de polêmica judicial de R$ 1,3 milhão
A coluna descobriu, com exclusividade, que contrato previa ações publicitárias que não teriam sido entregues
atualizado
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A coluna Fábia Oliveira descobriu que a vida da cantora Lexa ganhou mais um capítulo tenso nos tribunais, envolvendo as empresas que gerem sua carreira.
O NSX Group, responsável pela marca de apostas Mr. Jack, move uma ação de cobrança contra a intermediadora Humanz Brazil e contra a Ferrattry Empreendimentos Artísticos. Vale lembrar que a Ferrattry tem como sócia majoritária a mãe da cantora, Darlin Ferrattry.
O motivo? Um suposto descumprimento contratual que envolve cifras astronômicas
Entenda o caso
Tudo começou quando Lexa foi contratada para ser a embaixadora da marca Mr. Jack. O contrato, fechado em um valor total de R$ 1,3 milhão, previa que a cantora realizasse uma série de entregas publicitárias, incluindo posts, stories e reels em suas redes sociais.
Ocorre que, segundo os autos do processo, após o pagamento da primeira parcela, um montante de R$ 262 mil enviado à intermediária Humanz, o projeto não saiu do papel. Desse valor, R$ 170 mil foram repassados diretamente para a Ferrattry. A acusação é direta: a verba foi recebida, mas nenhum serviço foi entregue.
O Imbróglio e a Empurra-Empurra
A coluna descobriu que o processo já passa de 200 páginas e revela um verdadeiro jogo de responsabilidades.
A Humanz Brazil (a intermediadora) se defende alegando que é “parte ilegítima” na confusão. Segundo a empresa, eles já devolveram a parte que lhes cabia (a comissão de R$ 92 mil) através de compensações comerciais com o grupo de apostas.
A empresa aponta o dedo para a Ferrattry, afirmando que a agência de Lexa é a única que ficou com o dinheiro (os R$ 170 mil) sem prestar o serviço, o que configuraria enriquecimento ilícito.
Status Atual
O processo tramita na 20ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo. Recentemente, em novembro de 2025, a NSX Group reafirmou que houve inadimplemento e exige a devolução corrigida dos valores.
Agora, a Justiça se prepara para a fase de provas. A Humanz já solicitou a produção de prova oral, com depoimentos das partes, para tentar provar que não tem culpa no “sumiço” do conteúdo e que a responsabilidade pela devolução é exclusiva da empresa de Lexa.
A coluna descobriu, ainda, que a empresa Ferretry Empreendimentos não contestou a ação, mesmo tendo sido citada para apresentar a defesa. A inércia impacta no resultado do caso e faz com que os argumentos da empresa autora sejam recebidos como presumidamente verdadeiros.







