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Fábia Oliveira

Belo e o suposto trisal: especialista em fetiches explica relações a três

Heitor Werneck revela diferenças entre fantasia, desejo, consentimento e traição, e comenta a curiosidade dos relacionamentos poliamorosos

23/10/2026 12:00
TV Globo/Reprodução
Belo e o suposto trisal: especialista em fetiches explica relações a três - Metrópoles

Os rumores envolvendo a vida amorosa de Belo voltaram a movimentar as redes sociais. Desta vez, o cantor, sua namorada, Rayane Figliuzzi, e a empresária Nicole Fagundes estão no centro de uma polêmica sobre um suposto relacionamento a três.

O assunto ganhou repercussão depois que Nicole comentou publicamente a possibilidade de ter vivido uma experiência com o casal. Belo e Rayane, por outro lado, já negaram a existência de um trisal.

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A história reacendeu uma discussão que vai muito além da vida das celebridades: por que a ideia de envolver uma terceira pessoa em um relacionamento desperta tanta curiosidade?

Compreendendo as diferenças

Para o especialista em fetiches e comportamento sexual Heitor Werneck, o primeiro passo é compreender que fantasias, experiências sexuais e relacionamentos afetivos são situações diferentes, embora frequentemente sejam confundidas.

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Belo e Rayane Figliuzzi
Rayane Figliuzzi e Belo posam durante jantar
Belo e Rayane Figliuzzi
Rayane Figliuzzi e Belo.
Belo posa admirando o bumbum de Rayane Figliuzzi
Belo teria assumido dívida de Rayane com ex-assessora
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Belo teria assumido dívida de Rayane com ex-assessora

Reprodução
Belo e Rayane Figliuzzi
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Belo e Rayane Figliuzzi

Reprodução/Redes sociais
Rayane Figliuzzi e Belo posam durante jantar
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Rayane Figliuzzi e Belo posam durante jantar

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Belo e Rayane Figliuzzi
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Belo e Rayane Figliuzzi

Leo Marinho
Rayane Figliuzzi e Belo.
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Rayane Figliuzzi e Belo.

Reprodução/Redes sociais.
Belo posa admirando o bumbum de Rayane Figliuzzi
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Belo posa admirando o bumbum de Rayane Figliuzzi

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Belo e Rayane Figliuzzi posam com o cachorro da família na árvore de Natal
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Belo e Rayane Figliuzzi posam com o cachorro da família na árvore de Natal

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Belo usou verde no Natal e Rayane Figliuzzi brincou sobre ter mais filhos
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Belo usou verde no Natal e Rayane Figliuzzi brincou sobre ter mais filhos

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Belo e Rayane Figliuzzi posam juntos durante cruzeiro do cantor
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Belo e Rayane Figliuzzi posam juntos durante cruzeiro do cantor

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Belo e Rayane Figliuzzi posam juntos e sorridentes
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Belo e Rayane Figliuzzi posam juntos e sorridentes

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Belo e Rayane Figliuzzi dão beijão
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Belo e Rayane Figliuzzi dão beijão

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Belo e Rayane Figliuzzi são clicados em momento fofo
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Belo e Rayane Figliuzzi são clicados em momento fofo

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Rayane Figliuzzi conta que Belo deseja ser pai e revela nome brinca com escolhido
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Rayane Figliuzzi conta que Belo deseja ser pai e revela nome brinca com escolhido

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Rayane Figliuzzi e Belo.
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Rayane Figliuzzi e Belo.

Reprodução/Internet.

“O desejo de incluir uma terceira pessoa na intimidade pode surgir por diferentes motivos, como curiosidade, busca por novidades ou vontade de experimentar uma dinâmica diferente. Isso não significa que todos os envolvidos queiram construir uma relação amorosa a três”, afirmou ele.

E explicou: “Uma fantasia pode permanecer apenas no imaginário, pode ser vivida pontualmente ou fazer parte de um acordo entre parceiros. Ao longo dos 20 anos da Festa Luxúria, percebemos como muitas pessoas ainda têm dificuldade de conversar abertamente sobre seus desejos, principalmente por medo de julgamentos. O mais importante é entender que uma experiência consensual não deve ser confundida automaticamente com traição. O que caracteriza a quebra de confiança é o desrespeito aos limites estabelecidos entre as pessoas”, disse.

Relacionamento poliamoroso

Embora o termo trisal tenha se popularizado nas redes sociais, ele costuma ser utilizado para descrever uma relação afetiva entre três pessoas, com conhecimento e consentimento mútuos. Já uma experiência sexual envolvendo três participantes não significa, necessariamente, que exista um relacionamento poliamoroso. Para Werneck, essa diferença é fundamental para evitar interpretações equivocadas.

“Existe uma distância muito grande entre sentir atração por uma fantasia e desejar vivê-la no cotidiano. Algumas pessoas têm curiosidade sobre experiências a três, mas não gostariam de manter um relacionamento afetivo com mais de um parceiro“, comentou, antes de completar:

“Outras encontram na não monogamia uma forma legítima de construir vínculos. Nenhuma dessas escolhas é superior à outra. O que precisa existir é clareza sobre as expectativas de cada pessoa. Também é importante lembrar que o consentimento não é definitivo. Alguém pode concordar inicialmente com uma experiência e depois mudar de ideia. Quando isso acontece, a decisão precisa ser respeitada”, explicou.

Acordo prévio

O ciúme é outro aspecto que costuma despertar dúvidas. Mesmo quando existe um acordo prévio, sentimentos como insegurança, comparação e medo de perder a exclusividade podem surgir. Segundo o especialista, a comunicação é essencial para que a experiência não provoque conflitos ou desgaste emocional.

“Muitas pessoas acreditam que, ao aceitar uma experiência diferente, precisam demonstrar que são totalmente desapegadas ou que não sentem ciúmes. Isso não é verdade. O ciúme pode existir em qualquer modelo de relacionamento, e ignorá-lo não faz com que desapareça”, pontuou.

Ele ainda aproveitou para fazer um alerta: “É preciso conversar sobre limites, expectativas e possíveis consequências emocionais antes de qualquer decisão. Também é fundamental que ninguém aceite determinada situação apenas para agradar o parceiro ou por medo de perder a relação. A liberdade sexual só existe quando todas as pessoas envolvidas têm autonomia para escolher e também para dizer não”, destacou.

Os julgamentos

A repercussão envolvendo Belo também revela como a sexualidade das celebridades costuma despertar julgamentos. Para o especialista, apesar de o debate sobre diferentes formas de relacionamento ter ganhado espaço nos últimos anos, ainda existe muito preconceito em torno de práticas que fogem dos padrões tradicionais.

“Quando falamos sobre fetiches, relacionamentos abertos ou experiências a três, muitas pessoas imediatamente associam esses comportamentos à promiscuidade ou à falta de compromisso. Mas estamos falando de conceitos diferentes. Ter um fetiche não significa querer colocá-lo em prática, assim como viver uma relação não monogâmica não significa que não existam regras ou responsabilidade afetiva“, descreveu.

Logo depois, ele continuou seu relato: “O problema nunca deve ser tratado simplesmente como o número de pessoas envolvidas, mas como a maneira pela qual essas pessoas se relacionam e respeitam os acordos estabelecidos”, apontou.

Curiosidade

Para Werneck, a curiosidade provocada por histórias como a de Belo também pode abrir espaço para conversas importantes sobre sexualidade, desde que não se transforme em julgamento ou exposição indevida da intimidade dos envolvidos.

“Não existe um modelo de relacionamento que funcione para todas as pessoas. Há quem prefira a monogamia, quem tenha curiosidade por experiências pontuais e quem construa relações afetivas com mais de um parceiro”, garantiu.

No fim, ele aconselhou: “O essencial é que todas as escolhas sejam feitas entre adultos, com consentimento, honestidade e respeito. Depois de 20 anos trabalhando com o universo dos fetiches, uma das principais lições é que falar sobre desejos ainda é um grande desafio para muitos casais. E, muitas vezes, o diálogo é mais importante do que a própria realização da fantasia”, concluiu.