
Fábia OliveiraColunas

Autora de Vale Tudo toma atitude após desabafo de Taís Araújo
Manuela Dias compartilhou elogio à trama em meio à repercussão do desabafo de Taís Araújo
atualizado
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Manuela Dias, autora do remake de Vale Tudo, reagiu nas redes sociais nessa quinta-feira (28/8) após repercutir um desabafo de Taís Araújo, protagonista da novela das 9, sobre os rumos da personagem na releitura da trama de sucesso dos anos 80.
Em seu perfil no Instagram, a escritora compartilhou um elogio da jornalista Vera Magalhães ao personagem Afonso, interpretado por Humberto Carrão, que recentemente descobriu as armações da mãe, Odete Roitman (Debora Bloch), e da ex-esposa Maria de Fátima (Bella Campos).
Destacou elogio
“Dois capítulos todinhos de Afonso. É a chance não só de desenvolver esse personagem, mas de Humberto Carrão brilhar. Textões em todas as cenas, Manuella Dias”, enalteceu a comunicadora.
Ao compartilhar o elogio, Manuela Dias escreveu: “Esse olhar que vale ouro”.
Entenda a polêmica
O post da autora de Vale Tudo veio menos de 24 horas após o desabafo de Taís Araújo. Em entrevista à Quem, a intérprete da protagonista Raquel lamentou o retrocesso da personagem, que perdeu tudo e voltou a vender sanduíches na praia depois de se tornar empresária.
Para a atriz, a mudança não apenas destoa da narrativa original, mas também representa uma oportunidade perdida de contar uma nova história sobre a mulher negra brasileira.
“Esse momento da Raquel voltar a vender sanduíche na praia, confesso que recebi com um susto. Porque não era a trama original. Então, para mim, a Raquel ia numa curva ascendente. Quando vi aquilo, falei: ‘Ué, vai voltar para a praia, gente’. Aí eu entendi e também falei: ‘OK, mas ela está escrevendo uma parte da história’. Vamos embora fazer”, afirmou.
Não escondeu frustração
O tom de desabafo repercutiu entre o público, especialmente nas redes sociais, onde fãs lamentaram a queda da personagem, que simbolizava ascensão social por mérito e esforço. Taís reforçou a decepção dos espectadores:
“Também tinha a esperança disso e gostaria muito de vê-la assim. Como mulher negra, como artista negra, de ver uma outra narrativa sobre mulheres negras”, disse ela.
Para a atriz, Raquel carregava um simbolismo profundo desde o início do projeto:
“Quando peguei a Raquel para fazer, falei: ‘Cara, a narrativa dessa mulher é a cara do Brasil. E ela vai ter uma ascensão social a partir do trabalho. Vai ser linda e ela vai ascender e ela vai permanecer’. Isso vai ser uma narrativa muito nova do que a gente vê sobre a representação da mulher negra na teledramaturgia brasileira. Quando vejo que isso não aconteceu, como uma artista que quer contar uma nova narrativa de país, e a dramaturgia proporciona isso, confesso que fico triste e frustrada”.
“É urgente que a gente se veja nesse lugar”
Taís reforçou ainda que o público brasileiro está pronto para ver essa virada na representação da mulher negra:
“É urgente que a gente se veja nesse lugar. E acho que a Raquel tinha todas as possibilidades de contar essa nova narrativa dessa mulher. E quando li, pensei: ‘Ai, meu Deus, não vai ter? Não, não vai ter’. Tenho que lidar com a realidade que me cabe, que é a de uma intérprete, de uma personagem que não é escrita por mim”.









