
Fábia OliveiraColunas

Atriz de Avenida Brasil relata rotina de bullying: “Eu sofria”
A atriz Karol Lannes, que viveu Ágata na novela Avenida Brasil, detalhou bastidores da novela e disse que sofria com apelidos na escola
atualizado
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A atriz Karol Lannes, de 25 anos, falou de sua relação com outros atores e do clima nos bastidores de Avenida Brasil, novela escrita por João Emanuel Carneiro que retornou ao ar na TV Globo na sessão Vale a Pena Ver de Novo. A artista viveu Ágata na trama, filha de Carminha (Adriana Esteves) e Tufão (Murilo Benício), e revelou que sofria com apelidos maldosos na escola.
Gravações
Karol relembrou que nos bastidores da novela, o clima era de leveza. “Eu era a mascote do set; todo mundo me acolhia e me tratava muito bem”, contou ela ao jornal O Globo. “O [Marcos] Caruso era muito próximo do meu pai e até me indicou um curso de teatro. A Adriana cuidava de mim fora das cenas como se fosse uma mãe. Era uma família mesmo; fizeram até festa de aniversário surpresa para mim”, destacou.
A atriz também fez questão de ressaltar que toda a equipe sempre tratou de deixar claro que os xingamentos de Carminha eram apenas ficção. “Eu sabia desde o começo que o peso da personagem seria uma questão para a mãe dela na trama, mas isso nunca me impactou negativamente na vida real”, garantiu.
“A Adriana conversava comigo antes e depois das cenas, dizia que me achava linda e que aquilo era só ficção. Quando a gravação acabava, ela me abraçava”, contou.
Bullying
Se o clima nas gravações era tranquilo, o mesmo não pode ser dito sobre a vida particular de Karol. “Mas eu sofria mais bullying fora, na escola. A galera usava os apelidos que a Carminha me dava para me zoar. Mas, graças a Deus, sempre tive acompanhamento psicológico e meus pais foram muito presentes”, comentou.
“Eu pensava: ‘Vocês estão me zoando, mas eu estou fazendo uma novela das nove nacionalmente conhecida’. Sempre fui muito bem resolvida com isso”, afirmou.
Karol Lannes também lembrou que teve sua vida “remexida”: “Quando eu estava em alta, começaram a desenterrar tudo da minha vida. Descobriram que meus pais eram gays, que minha mãe tinha morrido. No começo, foi difícil, porque expuseram meus pais e algumas pessoas no trabalho deles nem sabiam. Isso gera uma comoção nas pessoas à sua volta também.”











