
Fábia OliveiraColunas

Ator desabafa ao revelar problema de saúde e risco de transplante. Assista ao vídeo
Léo Fuchs usou o Instagram, na quinta-feira (5/3), para contar como os sintomas da hepatite se iniciaram e contou os cuidados que vem tendo
atualizado
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O ator Léo Fuchs surgiu no Instagram, na quinta-feira (5/3), para contar que foi diagnosticado com hepatite A, precisou ficar internado e, devido às altas taxas da doença, corria o risco de precisar de um transplante de fígado.
Em um vídeo, ele contou como tudo começou: “Eu tô com hepatite e vou contar um pouquinho como esse processo aconteceu. No final do mês, lá pro dia 25 de janeiro, tava me sentindo esquisito, cansado. E aí, Gustavo, meu digníssimo noivo, foi me encontrar me Miami. No dia seguinte, ele colocou a mão em mim e falou ‘você tá pelando de febre’“, lembrou.
E deu mais detalhes: “Comecei a sentir que estava começando a ficar um pouco amarelado. Fomos no pronto-socorro aqui nos EUA, me examinaram e [falaram] ‘ah, você tá com cera no ouvido’. Por isso que eu, realmente, sou apaixonado pelo sistema de medicina do Brasil porque é um outro tipo de atendimento, de cuidado”, elogiou.
O diagnóstico
Em seguida, o ator relatou os sinais de alerta que recebeu: “Voltei pra casa, falei ‘ah, não era nada, coisa da minha cabeça. Relaxa, não temos nada’. Dois dias depois, percebi que as minhas fezes ficaram claras, meu xixi começou a ficar alaranjado forte e eu comecei a ficar amarelo” enumerou, antes de completar:
“Fui num outro médico brasileiro porque a gente joga no chat e começa a ficar desesperado. Fiz os exames e deu que estava com hepatite A. Na mesma hora, peguei o avião e voltei pro Brasil”, afirmou.
Cuidados durante a doença
Ainda na publicação, Léo Fuchs revelou os cuidados que um paciente precisa ter: “E o que se faz com hepatite A? Bebe água, se alimenta bem, dorme e espera o corpo trabalhar. Você pode ter vida normal. Pode sair para jogar buraco, jantar, ir ao cinema, ao teatro”, disse.
Logo depois, ele falou sobre o contágio: “A hepatite A é viral, e o momento de contágio normalmente acontece quando você ainda não tem sintomas. Não é uma coisa de espirrar e passar para o outro. É um vírus que se pega pela água ou por alimentos contaminados. Ou seja, quando você está sintomático — amarelado, com cansaço, enjoo — você já não está transmitindo”, pontuou.
Necessidade de internação
Após descobrir que suas taxas voltaram a subir, o artista contou que precisou ser internado: “Eu passei a última meia hora gravando o programa pensando que seria internado logo em seguida. De madrugada, fomos para a Clínica São Vicente. Passei quatro dias lá”, revelou.
E definiu sua preocupação: “A médica que estava me esperando já queria me colocar no CTI, numa cadeira de rodas. Falei ‘o que é isso?’. Descobri que, pelas taxas que eu estava, existia a possibilidade de uma hepatite fulminante que poderia levar à perda da função do fígado e até a necessidade de um transplante. Quando entendi isso, foi um baque enorme”, observou.
Na sequência, ele explicou: “A hepatite A cura 100% e não tem remédio. O que aconteceu comigo foi algo que os médicos chamam de ‘second hit’: quando a doença vai e volta, e tive outra porrada da doença. E estou nesse momento”, comentou.
Solidão hospitalar
Depois de agradecer ao noivo e um amigo, Léo Fuchs desabafou: “Gostaria de dividir a solidão que é estar num hospital. Logo eu, uma pessoa cheia de amigos, que faz festa pra 400 pessoas, popular. Em momentos esquisitos, as pessoas somem, desaparecem. Pessoas próximas picam mula. Não fiquei decepcionado, mas alerta”, declarou.
E atualizou seu estado atualmente: “Continuo na luta, hepatite não é fácil. Hoje estou em casa, tive alta, mas minhas taxas continuam altíssimas. Ainda não posso voltar para os Estados Unidos porque preciso estar monitorando“, compartilhou.
No fim, ele aconselhou: “Fica o alerta que a gente tem que cuidar da gente. Vacine-se. Se eu tido a vacina da hepatite A, provavelmente não estaria passando por isso. Eu sei que vai passar. Mas essa experiência mudou muito a minha forma de ver a vida”, concluiu.

















